A enxaqueca é uma doença genética e crônica marcada por dor de cabeça intensa, geralmente unilateral, pulsátil e incapacitante, muitas vezes acompanhada de náuseas e vômitos. Durante o Carnaval, fatores comuns da folia podem funcionar como gatilhos para novas crises.
O neurologista Marcelo Marinho, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, explica que as crises são multifatoriais, mas tendem a se tornar mais frequentes nesse período. Um dos principais riscos é a desidratação. Com exposição prolongada ao sol, horas caminhando e pulando, o corpo perde líquidos e o cérebro pode sofrer contração temporária pela falta de água, favorecendo o surgimento da dor.
Por isso, pacientes com histórico de enxaqueca devem estabelecer metas diárias de ingestão de líquidos e manter garrafa de água por perto durante os blocos. A privação de sono também aumenta o risco. A recomendação é dormir de sete a nove horas por noite, lembrando que tanto dormir pouco quanto em excesso pode desencadear crises.
O consumo de álcool é outro fator relevante. Mesmo em pequenas quantidades, pode atuar como gatilho. O médico diferencia a dor da ressaca, que costuma ser difusa, da enxaqueca, que é mais intensa, geralmente unilateral, latejante e associada à sensibilidade à luz e ao barulho.
Para reduzir os riscos, a orientação é evitar beber em jejum, intercalar álcool com água, manter alimentação regular, tentar preservar o sono e não exagerar na quantidade de bebida. Conhecer os próprios gatilhos e ajustar hábitos durante a folia é essencial para atravessar o Carnaval sem comprometer a saúde.










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