A pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência segue sem definição sobre o nome que ocupará a vaga de vice na chapa. O grupo político ainda não chegou a um consenso e avalia que os nomes testados em pesquisas internas não têm impacto significativo na intenção de voto.
Nos últimos meses, o PL incluiu em levantamentos nomes como os das deputadas e senadoras Tereza Cristina (PP-MS), Simone Marquetto (PP-SP), Clarissa Tércio (PP-PE), Priscila Costa (PL-CE) e Julia Zanatta (PL-SC). Integrantes da campanha afirmam que, embora esses nomes não ampliem o desempenho eleitoral, poderiam contribuir para a imagem da chapa.
Dentro da estratégia discutida, uma vice mulher é vista como alternativa para tentar reduzir a diferença em relação ao eleitorado feminino, onde pesquisas apontam vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Levantamento Genial/Quaest citado pela campanha indica Lula com 39% no cenário geral e 41% entre mulheres, enquanto Flávio aparece com 29% no geral e 24% nesse segmento.
O debate interno também envolve a possibilidade de inclusão do senador Cleitinho (Republicanos-MG) nas sondagens como eventual vice. Ele lidera intenções de voto para o governo de Minas Gerais, mas não confirma interesse em disputar o cargo.
A definição da chapa ainda depende de articulações com partidos do centrão e da direita, que seguem em negociação com o PL. Alianças com PP e União Brasil permanecem indefinidas, o que também influencia a escolha do vice.
Segundo integrantes da pré-campanha, há divergência sobre o perfil ideal: parte do grupo defende uma escolha com foco em representação política e eleitoral, enquanto outra considera mais importante a credibilidade e a capacidade de assumir a Presidência em caso de necessidade.
A expectativa é de que a decisão seja tomada mais perto do prazo eleitoral, com possibilidade de definição até agosto.
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