Família de Eliza Samúdio afirma que não houve cilada ou armadilha contra Bruno. — Foto: Reprodução
O ex-goleiro Bruno Fernandes desistiu de realizar o primeiro encontro com o filho Bruninho, fruto do relacionamento com Eliza Samúdio, assassinada em 2010. A reunião estava marcada para acontecer no Rio de Janeiro, mas foi cancelada devido a divergências entre Bruno e a família do menino sobre as condições do encontro.
Bruno afirmou que foram impostas exigências consideradas incomuns, como a sua presença sem advogado, sem acompanhantes e com o local definido apenas após sua chegada à cidade. Segundo ele, havia receio de que o encontro fosse uma armadilha, com possível uso de câmeras escondidas para registrar comentários sobre Eliza, supostamente destinados a um documentário.
A família de Eliza negou qualquer intenção de cilada. Maria do Carmo, madrinha de Bruninho e representante da família, afirmou que as únicas condições eram a presença restrita a Bruninho, Bruno, Sônia Samúdio e ela própria, além da ausência de imprensa. Segundo Sônia Samúdio, mãe de Eliza, Bruno chegou a manter contato para combinar detalhes, mas não confirmou sua presença.
Em nota, a defesa de Bruno alegou que ele vinha sendo coagido a comparecer ao encontro em condições incompatíveis com garantias legais e que houve ameaças de pedido de medida protetiva caso ele não aceitasse os termos propostos. Os advogados afirmaram ainda que, ao longo dos anos, Bruno foi impedido de manter contato com o filho e que segue disposto a se encontrar com Bruninho, desde que em condições seguras e juridicamente adequadas.
O episódio ocorre em meio à repercussão da recente localização do passaporte de Eliza Samúdio em Portugal. O documento, vencido e cancelado, foi entregue ao consulado brasileiro em Lisboa e será encaminhado à família. Apesar de o corpo nunca ter sido encontrado, a Justiça declarou a morte de Eliza em 2013.
Eliza Samúdio desapareceu em 2010, aos 25 anos. Em 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Ele passou ao regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023. Bruninho foi criado pela família materna e nunca teve convivência com o pai.






0 comentários