Após o aumento de tarifas globais imposto pelos Estados Unidos, Brasil e Rússia voltaram a se reunir para fortalecer a cooperação econômica e comercial. O encontro ocorre nesta quinta-feira (5), no Ministério das Relações Exteriores, em Brasília, durante a 8ª reunião da Comissão Brasil-Rússia de Alto Nível de Cooperação (CAN), retomada após a suspensão motivada pela guerra na Ucrânia.
A delegação russa é chefiada pelo primeiro-ministro Mikhail Mishustin e reúne oito ministros, três vice-ministros e representantes de agências governamentais. Pelo lado brasileiro, a comissão é liderada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, com a participação de ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incluindo o chanceler Mauro Vieira.
Na abertura do encontro, Alckmin afirmou que as discussões devem avançar em áreas como agronegócio, energia, ciência, tecnologia e inovação, desenvolvimento sustentável e cooperação cultural. O vice-presidente destacou o interesse do Brasil em investimentos russos nos setores de química, fertilizantes, energia, equipamentos industriais e infraestrutura, além de apontar oportunidades para a ampliação da presença de empresas brasileiras no mercado russo.
Segundo Alckmin, há espaço para o crescimento das exportações brasileiras de alimentos processados, máquinas, equipamentos, dispositivos médicos, tecnologia agrícola e soluções industriais, desde que sejam fortalecidos os canais institucionais e reduzidos entraves logísticos.
Criada na década de 1990, a CAN tem como objetivo ampliar o intercâmbio e o comércio bilateral. De acordo com Mishustin, a visita ao Brasil atende a uma determinação direta do presidente russo, Vladimir Putin.
Em 2025, a corrente de comércio entre os dois países somou US$ 10,9 bilhões, com exportações brasileiras de US$ 1,5 bilhão e importações da Rússia de US$ 9,4 bilhões.









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