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BONITO CINESUR REÚNE FILMES DE 10 PAÍSES E AMPLIA PRESENÇA DO CINEMA DE MS NA EDIÇÃO 2026

por | jun 5, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Festival sul-americano anuncia 32 obras selecionadas, homenageia a atriz chilena Paulina García e fortalece a produção audiovisual sul-mato-grossense com recorde de filmes locais nas inscrições da mostra competitiva 

O BONITO CINESUR – FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO anuncia os filmes selecionados para sua 4ª edição, que será realizada entre os dias 24 de julho e 1º de agosto de 2026, em Bonito (MS). A programação reúne 32 produções de 10 países da América do Sul distribuídas em mostras competitivas de longas, curtas, cinema ambiental e produções sul-mato-grossenses. Neste ano, o festival amplia o espaço dedicado ao audiovisual de Mato Grosso do Sul, que passa a contar com oito filmes na Mostra Competitiva do Filme Sul-mato-grossense — dois a mais do que em 2025 — consolidando o crescimento da produção regional dentro de um dos principais eventos de cinema sul-americano realizados no Brasil.

As produções sul-mato-grossenses selecionadas foram AO SUL DO SOL, de Rodolfo Ikeda; FILHOS DO LITORAL CENTRAL, de Pedro Melo; FRONTEIRIÇAS, de Beatriz Abrahão e Izabella Corrêa; HIGA KE – OLHO POR OLHO, de Conrado Roel e Debora Bah; MAPAGO, de Marcus Teles; NATASHA, de Ana Ostapenko, Willerson Amorim, Thiago Rotta e Rafael Rotta; QUATRO LUAS PANTANEIRAS, de Ana Carla Loureiro; e VÍPUXOVUKO – ALDEIA, de Dannon Lacerda.

Nesta edição, a grande homenageada será a atriz, diretora de teatro e dramaturga chilena Paulina García. Sua trajetória é marcada por personagens complexas, sensíveis e profundamente humanas. Entre seus trabalhos estão a NOIVA DO DESERTO, de Cecilia Atán e Valeria Pivato, a série NARCOS, o GLORIA, obra que lhe rendeu o Urso de Prata de Melhor Atriz no Festival de Berlim; além de QUERIDO TRÓPICO, que será o filme de abertura do festival em Bonito.

A Mostra Competitiva de Longa-metragem Sul-americano apresenta seis filmes de diferentes países e recortes narrativos. O Brasil está representado por A VIDA DE CADA UM, de Murilo Salles, drama sobre uma família atravessada pela violência policial, pelo poder miliciano e pela resistência de uma filha diante da brutalidade do pai. A seleção inclui ainda EL HOMBRE DE LA LUZ, coprodução entre Venezuela e Colômbia dirigida por Christian Márquez; HIJO MAYOR, da Argentina e França, com direção de Cecilia Kang; LA NOCHE ESTA MARCHÁNDOSE YA, da dupla argentina Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini; NAIRA, obra peruana da diretora Gabriela Quiroz; e ¿QUIÉN MATÓ A NARCISO?, novo trabalho do cineasta paraguaio Marcelo Martinessi, ambientado em 1958, durante um regime militar sufocante, a partir da misteriosa morte de um radialista ligado ao rock and roll e ao desejo de liberdade.

Na Mostra Competitiva de Curta-metragem Sul-americano, seis produções compõem um panorama de narrativas ficcionais e documentais atravessadas por juventude, memória, luto, identidade, migração e violência histórica. Foram selecionados A VIDA DE JERÔNIMO DENTRO E FORA DA CASCA, de Andrews Nascimento, representando o Brasil; BENTEVEO, da cineasta argentina Bianca Bazán Zárate; ESCENA FINAL, também da Argentina, dirigido por Diego Kompel; SUKUA, da Colômbia, de Omar E. Ospina; FUTURA LICENCIADA, produção chilena, da dupla Samantha Copano e Florencia Peña, além de VERMELHO DE BOLINHAS, documentário brasileiro da dupla Renata Fortes e Joedson Kelvin que investiga a construção da imagem de Benigna Cardoso, jovem sertaneja vítima de feminicídio no Ceará em 1941.

Um dos eixos centrais do BONITO CINESUR, a temática ambiental aparece em duas mostras competitivas específicas para filmes com esse enfoque. Entre os longas da Mostra Competitiva de Longa-metragem Ambiental, foram selecionados AGUA INVADIDA, produção uruguaia dirigida por Carolina Sosa que apresenta a investigação sobre os impactos da pesca ilegal no Atlântico Sul; EL CAMINO DEL AGUA, do Peru, sobre comunidades ameaçadas por um projeto de mineração, da dupla cineasta Víctor Ybazeta e Matías Magnano; MUNDURUKUYÜ – A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE, do Brasil, realizado a partir da cosmologia Munduruku nas margens do Tapajós por Aldira Akay, Beka Munduruku e Ricélia Akay; PÁRAMOS II EL ORIGEN, obra colombiana de Alejandro Calderón; PROPIEDAD PRIVADA PROHIBIDO PASAR, coprodução entre Polônia e Argentina comandada por Wojciech Ganczarek sobre disputas territoriais na Patagônia; e UM OLHAR INQUIETO: O CINEMA DE JORGE BODANZKY, do Brasil, produção dio cineasta em parceria com Liliane Maia que revisita sua trajetória e registros da Amazônia.

A Mostra Competitiva de Curta-metragem Ambiental reúne obras que abordam justiça climática, contaminação da água, extrativismo, memória radioativa, espécies invasoras e modos de vida ameaçados. Integram a seleção À MARGEM DO FIM, do Brasil, sobre os impactos das enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, dirigido por Felipe Beltrame; BUEN VIVIR – ÑUTSE CANSEYE, de Zoé Nathalie Kugler, do Equador; ENTRE LA SAL Y EL CIELO, trabalho de Felipe Rosa, da Bolívia; HIPOPÓTAMOS, EL ARCA DE ESCOBAR, obra de Alejandro Calderón que representa a Colômbia; LOURDES E LEIDE, produção brasileira de Angelo Lima; e UMA UÑJIRINAKA CUIDADORXS DEL AGUA, coprodução entre Bolívia e Espanha dirigida pelo Colectivo Left Hand Rotation.

“São filmes que olham para identidades, deslocamentos, conflitos sociais, memória, meio ambiente, relacionamentos e distintos modos de vida. Ter a presença de Paulina García como homenageada é um gesto de reconhecimento de uma das maiores expressões do cinema no nosso continente”, afirma Nilson Rodrigues, diretor do Festival.

Com uma programação formada por filmes do Brasil, Argentina, Peru, Paraguai, Colômbia, Venezuela, Uruguai, Bolívia, Chile e Equador, além de coproduções com Alemanha, França, Espanha e Polônia, o BONITO CINESUR segue ampliando sua atuação como plataforma de circulação, encontro e valorização do cinema sul-americano. Ele constrói pontes entre cineastas, fomenta a criatividade, movimenta a economia local, promove o desenvolvimento regional e reafirma o compromisso do festival com a memória cultural, com o meio ambiente e com o território que o abriga. Conta ainda com espaço dedicado à formação, com cursos, oficinas, palestras e sessões de cinema dirigidas especialmente a estudantes. Tudo gratuito, com acesso a conteúdos de qualidade ministrados por importantes profissionais do cinema. 

O Festival é uma realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), em parceria com o Ministério da Cultura (Governo Federal), por meio de emenda parlamentar do deputado federal Vander Loubet. Conta com patrocínio da Caixa Econômica Federal, do Sesc e da Fecomércio. Tem o apoio da Secretaria Municipal de Turismo e Desenvolvimento Econômico, da Prefeitura de Bonito, da Fundação de Turismo (Fundtur) e Governo de Mato Grosso do Sul.

Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano 2026

Data: de 24 de julho a 01 de agosto de 2026

Site: bonitocinesur.com.br

Redes sociais: https://www.instagram.com/bonitocinesur/

https://www.facebook.com/bonitocinesur

https://www.youtube.com/@bonitocinesur

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LISTA DE FILMES SELECIONADOS

Mostra Competitiva do Longa-metragem Sul-americano

A VIDA DE CADA UM (Brasil), de Murilo Salles
EL HOMBRE DE LA LUZ (Venezuela e Colômbia), de Christian Márquez
HIJO MAYOR (Argentina e França), de Cecilia Kang
LA NOCHE ESTA MARCHÁNDOSE YA (Argentina), de Ezequiel Salinas e Ramiro Sonzini
NAIRA (Peru), de Gabriela Quiroz
¿QUIÉN MATÓ A NARCISO? (Paraguai), de Marcelo Martinessi

Mostra Competitiva do Curta-metragem Sul-americano

A VIDA DE JERÔNIMO DENTRO E FORA DA CASCA (Brasil), de Andrews Nascimento
BENTEVEO (Argentina), de Bianca Bazán Zárate
ESCENA FINAL (Argentina), de Diego Kompel

FUTURA LICENCIADA (Chile), Samantha Copano e Florencia Peña
SUKUA (Colômbia) de Omar E. Ospina
VERMELHO DE BOLINHAS (Brasil), de Renata Fortes e Joedson Kelvin

Mostra Competitiva do Filme Sul-mato-grossense

AO SUL DO SOL, de Rodolfo Ikeda
FILHOS DO LITORAL CENTRAL, de Pedro Melo
FRONTEIRIÇAS, de Beatriz Abrahão e Izabella Corrêa
HIGA KE – OLHO POR OLHO, de Conrado Roel e Debora Bah
MAPAGO, de Marcus Teles
NATASHA, de Ana Ostapenko, Willerson Amorim, Thiago Rotta e Rafael Rotta
QUATRO LUAS PANTANEIRAS, de Ana Carla Loureiro
VÍPUXOVUKO – ALDEIA, de Dannon Lacerda

Mostra Competitiva do Longa-metragem Ambiental

AGUA INVADIDA (Uruguai), de Carolina Sosa
EL CAMINO DEL AGUA (Peru), de Víctor Ybazeta e Matías Magnano
MUNDURUKUYÜ – A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE (Brasil), de Aldira Akay, Beka Munduruku e Ricélia Akay
PÁRAMOS II EL ORIGEN (Colômbia), de Alejandro Calderón
PROPIEDAD PRIVADA PROHIBIDO PASAR (Polônia, Argentina), de Wojciech Ganczarek
UM OLHAR INQUIETO: O CINEMA DE JORGE BODANZKY (Brasil), de Jorge Bodanzky e Liliane Maia

Mostra Competitiva do Curta-metragem Ambiental

À MARGEM DO FIM (Brasil), de Felipe Beltrame
BUEN VIVIR – ÑUTSE CANSEYE (Equador), de Zoé Nathalie Kugler
ENTRE LA SAL Y EL CIELO (Bolivia), de Felipe Rosa
HIPOPÓTAMOS, EL ARCA DE ESCOBAR (Colômbia), de Alejandro Calderón
LOURDES E LEIDE (Brasil), de Angelo Lima
UMA UÑJIRINAKA CUIDADORXS DEL AGUA (Bolívia, Espanha), de Colectivo Left Hand Rotation
Informações completas com sinopse de cada filme:https://docs.google.com/document/d/1tTtUhf3s0NYP_fqo80dcCgovCFJT61r9/edit

LINK FOTOS e TRAILERS: https://drive.google.com/drive/folders/1fIRNO1Vz6w8DlZmupGr07k_eHTpwEgUE

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