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Aos 102 anos, australiano ensina tecnologia e inteligência artificial para idosos

por | maio 19, 2026 | Últimas notícias

Aos 102 anos, o australiano Dean Simes se tornou um exemplo de longevidade ativa ao ensinar tecnologia e inteligência artificial para idosos em Sydney, na Austrália. Presidente do clube comunitário Computer Pals, em Turramurra, ele ajuda pessoas da terceira idade a aprenderem a usar computadores, smartphones e ferramentas digitais modernas.

O projeto foi criado em 2000 e oferece aulas sobre Windows 11, Microsoft Excel, WhatsApp, internet, e-mail e até mecanismos de busca com inteligência artificial. Segundo Simes, a proposta é ajudar os idosos a acompanharem a evolução tecnológica e se manterem conectados.

“As pessoas que se juntam a este clube têm de conviver cada vez mais com o mundo da informática”, afirmou em entrevista à emissora australiana ABC.

Apesar de hoje ser referência em tecnologia, Dean Simes só comprou seu primeiro computador aos 80 anos. Após perceber dificuldades no uso da máquina, decidiu estudar durante três anos em uma instituição técnica australiana para ampliar o conhecimento e ajudar outras pessoas.

Além de ministrar aulas, o australiano também cuida da maior parte dos equipamentos do clube e produz conteúdos didáticos com auxílio de inteligência artificial para apresentar aos alunos.

O secretário-tesoureiro do projeto, Bill Soper, destacou a dedicação do colega. “Todos nós nos curvamos diante do conhecimento de computadores que Dean possui”, disse.

Mesmo aos 102 anos, Simes mantém uma rotina ativa. Ele frequenta academia, joga bridge, participa de clubes sociais, dirige o próprio carro e convive diariamente com os seis filhos.

O australiano também faz alertas sobre o uso da inteligência artificial e reforça a importância de perguntas objetivas nas plataformas digitais.

“Você precisa ter cuidado para garantir que sua pergunta seja o mais precisa e limitada possível”, explicou.

Para os idosos que têm receio da tecnologia, Dean aconselha prática constante e participação ativa no aprendizado.

“Quando alguém lhe mostrar como fazer algo, faça você mesmo, pratique em casa e repita quantas vezes quiser”, afirmou.

Segundo Simes, continuar trabalhando no clube ajuda a manter a mente ativa e contribui para sua qualidade de vida.

“Acho que isso me impede de ficar obcecado com o sofá. Não tenho muito tempo para ficar sentado sem fazer nada”, concluiu.

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