A influenciadora digital Andressa Urach voltou a gerar grande repercussão ao revelar que passou por um ritual de iniciação espiritual na Kimbanda, religião de matriz afro-brasileira. A cerimônia foi realizada em Porto Alegre e conduzida pelo sacerdote conhecido como Bruxo Malagueta, responsável pelo processo religioso.
Segundo relatos divulgados pela própria influenciadora, o ritual envolveu diferentes etapas de preparação espiritual, incluindo banhos ritualísticos e procedimentos tradicionais da religião. O momento final da cerimônia foi marcado pela montagem do chamado “assentamento da entidade”, ligado à Pomba Gira.
De acordo com o sacerdote, o assentamento é uma estrutura simbólica composta por objetos usados em rituais religiosos e representa a presença espiritual da entidade cultuada. A prática também simboliza a conclusão do processo de iniciação dentro da tradição.
“Ela passou por todos os preceitos de iniciação e foi montado o assentamento da entidade dela. Isso significa que agora ela é uma pessoa iniciada dentro da Kimbanda”, explicou o sacerdote.
Ainda segundo o líder religioso, o assentamento funciona como um ponto ritualístico onde a entidade passa a ser representada espiritualmente. No caso da Pomba Gira, são utilizados instrumentos e elementos específicos ligados à tradição da religião.
Durante o relato sobre a experiência, Andressa Urach também comentou um dos pontos que mais geram questionamentos entre o público: o sacrifício animal presente em alguns rituais religiosos.
“Muitas pessoas estão chocadas porque na Kimbanda existem rituais que envolvem o sangue do animal sacrificado”, afirmou. A influenciadora comparou a prática com tradições antigas presentes em outras religiões.
“Na própria Bíblia existem inúmeros rituais de sacrifício e sangue oferecidos a Deus. Durante séculos, judeus e cristãos também praticaram sacrifícios de animais como parte da fé”, declarou.
Após a cerimônia, a influenciadora descreveu a experiência como intensa e emocionante.
“Foi um momento de grande emoção. Foi tudo muito forte”, relatou.
Andressa também fez um apelo por respeito às diferentes crenças religiosas e criticou manifestações de intolerância.
“Você pode não concordar com a minha fé e está tudo bem. Mas respeito religioso é o mínimo em uma sociedade livre. Intolerância religiosa não é opinião. É crime”, afirmou.










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