Alcides Bernal, Eurico Mariano e Alci Pereira Lima: o trio se envolveu em homicídios nos últimos 60 anos. (Montagem: Reprodução, Redes Sociais | Arquivo, O Cruzeiro)
A prisão do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, por suspeita de homicídio, voltou a chamar atenção para uma série de casos envolvendo políticos de Mato Grosso do Sul em crimes graves ao longo das últimas décadas.
Bernal é investigado pela morte do servidor público Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, atingido por disparos de arma de fogo durante uma confusão em um imóvel na Capital. A residência havia sido leiloada por dívida e adquirida pela vítima, que foi ao local para tomar posse quando ocorreu o crime.
O caso reacende episódios marcantes da política sul-mato-grossense, onde autoridades já foram tanto vítimas quanto apontadas como autores ou mandantes de assassinatos.
Um dos episódios mais antigos remonta a 1952, quando o então prefeito de Campo Grande, Ary Coelho, foi morto a tiros em Cuiabá. O autor do crime foi Alci Pereira Lima, que era ligado à Comissão de Estradas de Rodagem e irmão de uma figura influente da Fundação Brasil Central. À época, Ary Coelho fazia denúncias de irregularidades envolvendo os irmãos em seu jornal.
Décadas depois, outro caso de grande repercussão ocorreu em 2004, com o assassinato do radialista Samuel Roman, em Coronel Sapucaia. O crime foi atribuído como mando do então prefeito Eurico Mariano, que foi condenado em 2007 a 17 anos e nove meses de prisão. Ele chegou a fugir para o Paraguai e só foi preso e extraditado ao Brasil anos depois, em 2019.
Outro caso que ganhou destaque foi o assassinato do vereador Carlos Antônio Carneiro, em 2010, em Campo Grande. Na época, o então prefeito de Alcinópolis, Manoel Nunes, conhecido como Mané Nunes, chegou a ser preso sob suspeita de envolvimento no crime. Ele foi denunciado, mas acabou inocentado pela Justiça em 2016.
Os episódios revelam uma linha histórica de casos em que a política e a violência se cruzaram em Mato Grosso do Sul, envolvendo desde disputas de poder até conflitos pessoais e denúncias públicas.
Com a recente prisão de Bernal, o estado volta a discutir os limites entre a atuação política e a responsabilização criminal de figuras públicas, enquanto o caso segue sob investigação pelas autoridades.
Com informações do Midiamax










0 comentários