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Advogado e empresários comparecem à CPMI do INSS

por | set 19, 2025 | Últimas notícias

Dois depoimentos previstos foram adiados. CPMI do INSS aprova mais 174 requerimentos.

Munido de habeas corpus concedido pelo ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), para garantir o direito de permanecer em silêncio e não prestar compromisso na CPMI do INSS, o advogado Nelson Wilians Fratoni Rodrigues abriu os testemunhos ao colegiado nesta quinta-feira, 18/09.

Amigo de Maurício Camisotti, empresário investigado por supostamente ser um dos beneficiários finais dos descontos indevidos envolvendo associações ligadas aos beneficiários lesados, o depoente não respondeu às perguntas, mas negou ter qualquer relação com as fraudes na Previdência.

Já de início, Wilians negou conhecer Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, mas afirmou ter relação com o empresário Mauricio Camisotti desde 2015, que lhe foi apresentado por um amigo em comum, dando início a um contato profissional que “passou para amizade”. 

Wilians foi convocado à CPMI por ter transações bancárias suspeitas com Camisotti. Ele foi alvo de mandado de busca e apreensão, cumprido pela Polícia Federal no âmbito da operação que apura fraudes no INSS. 

O depoente, que se recusou a assinar o termo de compromisso com a verdade, chegou a responder algumas perguntas do relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), mas após alguns questionamentos passou a dizer seguidamente que não possuía ligação com os fatos investigados pela comissão.

Também foram convocados os empresários Rubens Oliveira Costa e Milton Salvador de Almeida Junior, além da esposa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, Tânia Carvalho dos Santos. Mas dois dos três depoimentos previstos foram transferidos para a próxima segunda-feira, 22/09.

“Devagar, com persistência e dedicação, vamos investigar e punir todos que desviaram recursos no INSS e enriqueceram ilicitamente, roubando, durante anos, bilhões dos salários de aposentados e pensionistas”, disse a senadora Tereza Cristina, que é membro da CPMI do INSS.

Na primeira parte da reunião, foram aprovados em bloco mais 174 novos requerimentos. Também foi decidido que não haverá mais a convocação de ministros para esclarecimentos, e sim convites – cujo comparecimento não é obrigatório. Os senadores também voltaram a pedir acesso às informações sobre eventuais visitas de investigados, como o “Careca do INSS”, ao Senado e à Câmara. A comissão, que já aprovou cerca de 780 requerimentos, tem prazo inicial de seis meses de trabalho.

Com informações da Agência Senado

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