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Ciúmes de chimpanzé teria feito Marcos Matsunaga proibir Elize de ir ao zoológico, revela livro

por | jul 31, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Obra sobre o caso que chocou o Brasil relata episódio envolvendo o empresário da Yoki e a relação da esposa com o animal Pepe

O relacionamento entre Elize Matsunaga e Marcos Kitano Matsunaga, marcado pelo crime que chocou o Brasil em 2012, voltou a ganhar repercussão após o lançamento do filme Elize: Sombras de Uma Mulher, da Netflix. Entre os episódios relembrados está uma história inusitada envolvendo ciúmes do empresário em relação à proximidade da esposa com um chimpanzé chamado Pepe.

A informação aparece no livro Elize Matsunaga: A mulher que esquartejou o marido, do jornalista Ullisses Campbell. Segundo a obra, Marcos teria demonstrado incômodo com a ligação criada entre Elize e o animal durante as visitas dela ao Zoológico de São Paulo.

De acordo com o relato publicado no livro, Elize frequentava o zoológico antes de se casar com Marcos, com interesse em observar animais em cativeiro. O chimpanzé Pepe teria passado a interagir com ela durante as visitas, situação que despertou ciúmes no empresário.

Segundo Campbell, Marcos teria comentado com amigos que se sentia incomodado com a relação entre a esposa e o animal. O empresário chegou a proibir que Elize fosse ao zoológico sem sua companhia.

“Quanto mais Elize contava para o ‘namorado’ detalhes da vida sexual de Pepe, mais ele sentia ciúme”, relata o livro.

Ainda conforme a publicação, Marcos teria tentado substituir o contato da esposa com os animais comprando uma cobra de estimação, chamada Gigi. O empresário teria pedido que Elize prometesse não voltar ao zoológico para visitar macacos.

Caso Elize Matsunaga

O caso ganhou repercussão nacional em 2012, quando Elize matou o marido, Marcos Kitano Matsunaga, herdeiro da empresa de alimentos Yoki, no apartamento do casal, em São Paulo.

Segundo a investigação, ela atirou contra o empresário durante uma discussão e, depois, esquartejou o corpo e colocou os restos mortais em malas, que foram abandonadas em diferentes pontos da Grande São Paulo.

Elize confessou o crime e afirmou que agiu após descobrir uma traição e durante uma discussão com o marido. A acusação, porém, sustentou que o homicídio foi planejado.

Em dezembro de 2016, ela foi condenada pelo Tribunal do Júri a 19 anos, 11 meses e 1 dia de prisão por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Em 2022, deixou o sistema prisional para cumprir o restante da pena em liberdade condicional.

O lançamento do filme da Netflix reacendeu o interesse público pela história do casal e trouxe novamente à discussão detalhes da relação entre Elize e Marcos antes do crime.

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