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BRUNO GAGLIASSO E AURÉLIO MICHILES FALAM SOBRE ‘HONESTINO’ DURANTE PRÉ-ESTREIA NA 4ª EDIÇÃO DO BONITO CINESUR

por | jul 27, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

A pré-estreia foi antecedida pela sessão especial de A HISTÓRIA OFICIAL, em homenagem póstuma ao cineasta argentino Luis Puenzo, em um sábado (25) marcado pela questão da memória.

Bruno Gagliasso e Aurélio Michiles – Crédito: ©️Fotografando Bonito

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Fotos da pré-estreia de Honestino  – Crédito: ©️Fotografando Bonito

A segunda noite da 4ª edição do CINESUR – FESTIVAL DE CINEMA SUL-AMERICANO foi marcada pela pré-estreia de HONESTINO, dirigido por Aurélio Michiles. Ao lado do protagonista Bruno Gagliasso, o cineasta compareceu ao Centro de Convenções da cidade de Bonito no último sábado (25) para apresentar ao público o documentário que narra a história do desaparecimento de Honestino Guimarães, líder estudantil, ex-presidente da UNE e aluno da UnB.

Chegando aos cinemas de todo o Brasil em 13 de agosto, a obra apresenta depoimentos de importantes nomes que se mesclam com a atuação de Gagliasso como o militante preso em 1973, aos 26 anos. “Assim como eu tenho vontade de mudar o mundo, o Honestino também tinha. Eu acredito na democracia, acredito na liberdade, acredito na educação, na saúde”, contou o ator que destacou a importância de conhecermos nossa própria história: “Meu papel como ator é esse. É discutir. É trazer à tona o que de fato aconteceu no nosso país. Tentaram apagar a história desses meninos e não conseguiram. Porque mataram o corpo, mas não mataram o espírito. Tá todo mundo aqui falando sobre o Honestino Guimarães.”

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Bruno Gagliasso e Aurélio Michiles | Crédito: ©️Fotografando Bonito

Alinhado com Gagliasso, o cineasta Aurélio Michiles foi enfático ao comentar sobre a importância de produções como HONESTINO na preservação da memória: “Quando pensei em fazer um filme sobre o Honestino, quis fazer essa conexão entre o passado e o presente. Como se fosse uma coisa só e não uma nostalgia: ‘Ah, no meu tempo, naquele momento…’ Não. Ele tá presente. Ele está aqui, agora. O monstro está vivo. E nós precisamos combatê-lo. E esse combate é do cotidiano, sabe? É do cotidiano dos intelectuais, do operariado, dos camponeses, dos empresários, das artes, da cultura, dos atores… enfim, todos. É um combate coletivo para impedir que a barbárie se imponha novamente.”

Ressaltando o papel da arte na missão de combater o esquecimento, Bruno Gagliasso comentou sobre a importância de festivais como o Bonito CineSur: ”Não há nada mais gratificante do que levar o filme a festivais, como o de Bonito, e ver as salas lotadas, com filas de pessoas aguardando para assisti-lo. É o momento que a gente se fala, respira cinema. E quando a gente fala sobre respirar e falar cinema, a gente tá falando sobre arte, cultura, sobre política, sobre tudo..

Memória sul-americana: A História Oficial, de Luis Puenzo

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Apresentação de A História Oficial (1985), de Luis Puenzo | Crédito: ©️Fotografando Bonito

Antes da exibição de HONESTINO, o Bonito CineSur homenageou póstumamente o cineasta argentino Luis Puenzo, que recebeu o Troféu Pantanal In Memorian, com a exibição de sua aclamada obra A HISTÓRIA OFICIAL, de 1985, na tarde de sábado (25). Assim como o filme de Michelis, seu filme levanta uma discussão imprescindível para a América do Sul: a memória. 

Vencedor do Oscar® de Melhor Filme Internacional, o longa-metragem protagonizado por Norma Aleandro, Héctor Alterio e Chunchuna Villafañe acompanha Alicia, professora de História de classe média que passa a suspeitar que sua filha adotiva seja filha de desaparecidos da ditadura argentina. Escrito por Puenzo com Aída Bortnik e lançado em abril de 1985, dezenove dias antes do início do julgamento das juntas militares, o filme narra a apropriação de bebês pelo ponto de vista de quem apropriou sem saber. Daí a sua força: quem ensina a história oficial é justamente quem desconhece a própria.

Os próximos dias de Bonito CineSur

Realizado em Bonito, no Mato Grosso do Sul, o Bonito CineSur reúne até 1º de agosto produções de diferentes países da América do Sul em mostras competitivas, sessões especiais, oficinas e atividades formativas, com entrada gratuita. A partir deste domingo (26), entram em cena as três mostras competitivas, exibindo longas e curtas sul-americanos, filmes ambientais e produções sul-mato-grossenses, com sessões diárias no Auditório Kadiwéu a partir das 16h30.

O domingo traz ainda a Sessão Memória Bonito CineSur, às 15h, com ALDEIA DE NALIKE, registro de 1936 do povo Kadiwéu filmado por Claude e Dina Lévi-Strauss, exibido em cópia muda com acompanhamento musical ao vivo. Às 14h30, a Sala Glauce Rocha abre o calendário de charlas com VOZES FEMININAS SUL-AMERICANAS, que reúne a atriz chilena Paulina García, homenageada desta edição, sua compatriota Gabriela Sandoval, produtora e diretora de indústria do Festival Internacional de Cinema de Santiago (SANFIC), a produtora e professora argentina Cecília Diez, e as brasileiras Minom Pinho, produtora, roteirista e consultora de cinema, e Daniela Siqueira, Doutora em Meios e Processos Audiovisuais (USP) e professora da UFMS. Na terça (28), a charla A CRÍTICA NO CINEMA reúne Zé Geraldo Couto e Rodrigo Fonseca sob mediação da argentina Cecília Diez, e o Auditório Terena recebe, às 18h30, a sessão especial de MINHA TERRA ESTRANGEIRA, com João Moreira Salles e Louise Botkay. O documentarista volta na quarta (29) para a Aula Magna O PROBLEMA DO DOCUMENTÁRIO.

Na quinta (30), Vincent Carelli conduz a charla sobre os 40 anos do Vídeo nas Aldeias, projeto que idealizou, e na sexta (31) apresenta MARTÍRIO, seu retrato da resistência Guarani Kaiowá. O mesmo dia traz Paulo Betti para a charla INTERPRETAÇÃO PARA CINEMA E TV. O encerramento, no sábado (1º), começa com a Mostra Comunidade e as sessões especiais de DO SUL, A VINGANÇA e JACKSON: NA BATIDA DO PANDEIRO, e culmina às 20h na premiação do Troféu Pantanal, entregue a Carelli pelo conjunto da obra e aos vencedores das mostras, em cerimônia apresentada por Paulo Betti e Valentina Herszage.

A 4ª edição do evento conta com o patrocínio master do Banco do Brasil e da Petrobrás, além do patrocínio da Caixa Econômica, da EMGEA, do Sesc MS e da Fecomércio MS. O Festival tem o apoio da Prefeitura de Bonito, da FUNDTUR e do Estado de Mato Grosso do Sul. O evento é uma realização da Associação Amigos do Cinema e da Cultura (AACIC), Lei Rouanet e Ministério da Cultura.

Bonito CineSur – Festival de Cinema Sul-Americano 2026

Data: de 24 de julho a 01 de agosto de 2026

Locais de realização:

Centro de Convenções da Cidade de Bonito – MS

SESC – MG

Espaço Garoto Cidadão 

Site: bonitocinesur.com.br

Redes sociais: https://www.instagram.com/bonitocinesur/

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