O rejuvenescimento íntimo tem conquistado cada vez mais espaço entre mulheres que buscam melhorar a saúde, o bem-estar e a autoestima. O assunto voltou aos holofotes após a atriz Carol Nakamura revelar que realizou um tratamento para “rejuvenescer” a região íntima. Outras famosas, como Gracyanne Barbosa, Gretchen e Maíra Cardi, também já afirmaram publicamente ter recorrido ao procedimento.
Em entrevista ao portal LeoDias, a ginecologista Livia Saviolo, especialista em procedimentos íntimos, explicou que existem diferentes técnicas disponíveis e que a escolha depende das necessidades de cada paciente.
Segundo a médica, entre os protocolos utilizados estão o laser ginecológico, radiofrequência, ultrassom microfocado, bioestimuladores de colágeno, além de tratamentos clínicos e, em alguns casos, cirurgia íntima.
“Podemos utilizar tecnologias como laser ginecológico, radiofrequência, ultrassom microfocado e bioestimuladores de colágeno, além de tratamentos clínicos e, em alguns casos, cirurgia íntima”, explicou.
Tratamentos vão além da estética
De acordo com a especialista, o rejuvenescimento íntimo não se limita à melhora da aparência da região genital. Os procedimentos também podem ser indicados para tratar sintomas que afetam a qualidade de vida das mulheres.
Entre as principais indicações estão flacidez, ressecamento vaginal, dor durante a relação sexual, perda urinária leve, cicatrizes, alterações na qualidade da pele da vulva, escurecimento da região e desconfortos decorrentes do parto ou do envelhecimento.
A médica ressalta que, em muitos casos, a combinação de diferentes técnicas proporciona resultados mais eficazes do que um único tratamento.
Como funciona o laser de CO₂
O procedimento realizado por Carol Nakamura foi o laser de CO₂, tecnologia que estimula a produção natural de colágeno e elastina na região íntima.
Segundo Livia Saviolo, o tratamento promove um estímulo controlado da mucosa vaginal e da pele da vulva, favorecendo também uma melhor vascularização local.
Na prática, os benefícios podem incluir melhora do ressecamento vaginal, redução da dor durante as relações sexuais, diminuição da sensação de frouxidão vaginal, alívio de pequenas perdas urinárias e redução de desconfortos associados à menopausa e ao envelhecimento.
Não existe idade ideal
A ginecologista afirma que não há idade mínima ou máxima para realizar procedimentos íntimos. O fator determinante é a necessidade clínica de cada paciente.
Embora a perda de colágeno e elastina costume se intensificar a partir dos 35 anos e fique mais evidente após a menopausa, mulheres mais jovens também podem se beneficiar do tratamento, especialmente após o parto ou em casos de alterações anatômicas e desconfortos que afetem a autoestima.
“O mais importante é tratar aquilo que realmente incomoda a paciente, e não a idade”, destacou.
Impacto na vida sexual
A especialista explica que o rejuvenescimento íntimo pode melhorar a qualidade da vida sexual ao aliviar sintomas como dor, ressecamento e flacidez vaginal.
No entanto, ela faz um alerta: o procedimento não tem como finalidade aumentar o desejo sexual.
Segundo a médica, a libido feminina depende de diversos fatores, incluindo aspectos hormonais, emocionais, físicos e relacionais. O tratamento atua apenas na melhora das condições da região íntima que podem dificultar ou tornar as relações sexuais desconfortáveis.
Saúde íntima sem tabus
Para Livia Saviolo, o preconceito em torno dos procedimentos íntimos vem diminuindo à medida que mais mulheres buscam informações sobre saúde ginecológica.
Ela destaca que o rejuvenescimento íntimo deve ser encarado como uma alternativa para promover qualidade de vida e bem-estar, desde que realizado com acompanhamento de um ginecologista habilitado e baseado em avaliação individualizada e evidências científicas.







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