Uma idosa de 71 anos perdeu cerca de R$ 30 mil após ser vítima de um golpe aplicado por uma criminosa que se passou por funcionária da Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems), em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma ligação pelo WhatsApp de um número que utilizava o símbolo da Cassems. Durante a conversa, a golpista informou que a idosa teria direito ao ressarcimento de cobranças supostamente realizadas de forma indevida nos meses de fevereiro e março.
Para liberar o falso reembolso, a criminosa convenceu a vítima a participar de uma chamada de vídeo. Durante a ligação, a idosa via apenas uma tela preta, mas ouvia as orientações da suposta atendente.
Em seguida, a golpista afirmou que a vítima possuía contas no Banco do Brasil e no Bradesco e pediu que ela acessasse os aplicativos bancários enquanto permanecia na chamada. A idosa desconfiou da situação e encerrou a ligação sem realizar o procedimento.
Logo depois, o celular apresentou travamentos e uma mensagem indicando que a câmera ou o microfone estavam em uso. Na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Cepol, os policiais conseguiram reiniciar o aparelho e constataram que o aplicativo da Cassems havia recebido permissões de acesso irrestrito, incluindo câmera e microfone.
A vítima relatou que autorizou essas permissões durante a ligação, seguindo instruções da falsa atendente, que apresentou o procedimento como uma configuração de acessibilidade.
Pouco tempo depois, a idosa recebeu uma notificação de movimentação em sua conta bancária. Ao entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cliente (SAC) do Bradesco, foi informada de que aproximadamente R$ 30 mil haviam sido retirados da conta.
A Polícia Civil orientou a vítima a não utilizar o celular e mantê-lo à disposição da perícia, além de procurar as instituições financeiras para verificar o prejuízo total. O caso foi registrado na Depac Cepol e será investigado.
A reportagem informou que procurou a Cassems para comentar o caso, mas não obteve resposta até a publicação da matéria.





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