A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou, na manhã desta terça-feira (14), a Operação Sophia para desarticular uma organização criminosa especializada em criar falsas campanhas de arrecadação na internet utilizando imagens de crianças com câncer. Até o momento, 13 pessoas foram presas em cinco estados, entre eles Mato Grosso do Sul.
Ao todo, estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão preventiva e 17 de busca e apreensão nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Pernambuco. Em MS, a ação ocorre em Dourados.
A investigação teve início após a mãe de uma menina em tratamento contra o câncer denunciar que fotos e vídeos da filha estavam sendo usados sem autorização em anúncios patrocinados nas redes sociais para arrecadar doações. Apesar da campanha, a família nunca recebeu qualquer valor.
Segundo a Polícia Civil, o grupo criminoso utilizava ferramentas de inteligência artificial, deepfake e clonagem de voz para tornar as publicações mais convincentes. Os anúncios eram divulgados por páginas falsas com nomes como “Clube de Doadores” e “Unidos pelo Amor”.
As vítimas que clicavam nas publicações eram direcionadas para páginas que imitavam plataformas legítimas de arrecadação. No momento da doação, era gerado um código Pix, mas o dinheiro era transferido para contas de empresas de fachada controladas pelos investigados.
De acordo com a polícia, apenas a campanha fraudulenta que utilizava a imagem da menina que deu nome à operação movimentou R$ 294,5 mil em doações desviadas. A investigação também identificou uma empresa apontada como núcleo financeiro da organização, responsável por movimentar mais de R$ 1,7 milhão durante o período investigado.
Além de Dourados, os mandados são cumpridos em Passo Fundo (RS), Vitória de Santo Antão (PE), Francisco Beltrão e Cruzeiro do Iguaçu (PR), além das cidades paulistas de Piracicaba, São Paulo, São Vicente, Catanduva, Santana de Parnaíba e Sorocaba.
A Polícia Civil orienta que, antes de realizar qualquer doação pela internet, a população confirme a autenticidade da campanha diretamente com a família ou instituição beneficiada e verifique se o destinatário da chave Pix corresponde ao verdadeiro responsável pela arrecadação.









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