A família da influenciadora Isabel Veloso decidiu recorrer à Justiça para proteger a memória e a imagem da jovem após a repercussão envolvendo o novo noivado de seu viúvo, Lucas Borbas. A iniciativa ocorre em meio à onda de comparações entre Isabel e a atual companheira dele, Diulia Loregian, além da circulação de conteúdos que utilizam a imagem da influenciadora para gerar engajamento nas redes sociais.
Isabel Veloso morreu em janeiro deste ano, aos 19 anos, em decorrência de complicações causadas por um linfoma de Hodgkin. Meses após sua morte, Lucas Borbas anunciou um novo noivado, fato que dividiu opiniões entre os internautas e gerou intenso debate nas plataformas digitais.
Segundo a família, o principal motivo para a adoção das medidas legais não é impedir homenagens ou manifestações de carinho dos fãs, mas combater o uso comercial da imagem de Isabel por perfis que buscam obter audiência, seguidores ou lucro utilizando sua história.
Medidas judiciais e extrajudiciais
Em nota divulgada por Priscila Kiekow, irmã de Isabel, a família informou que uma equipe jurídica foi acionada para adotar medidas judiciais e extrajudiciais contra pessoas e páginas que estejam explorando indevidamente a memória da influenciadora.
De acordo com os advogados, a legislação brasileira garante aos familiares o direito de proteger a honra, a imagem e a memória de pessoas falecidas. O objetivo é impedir que conteúdos sejam monetizados ou utilizados para promoção pessoal sem autorização da família.
Neste primeiro momento, a estratégia prevê o envio de notificações extrajudiciais solicitando a remoção de publicações consideradas irregulares. Caso as determinações não sejam cumpridas, os responsáveis poderão responder judicialmente e até serem condenados ao pagamento de indenizações por danos.
Debate ganhou força nas redes
A repercussão aumentou após Lucas Borbas assumir publicamente o relacionamento com Diulia Loregian poucos meses depois da morte de Isabel. Desde então, diversos perfis passaram a publicar comparações entre as duas mulheres, analisando aparência, comportamento e publicações nas redes sociais.
Para a família, esse tipo de conteúdo ultrapassa os limites da liberdade de expressão quando passa a explorar comercialmente a imagem de Isabel ou utilizar sua história para atrair visualizações e engajamento.
Os familiares reforçam que a intenção não é apagar o legado da influenciadora, mas preservar sua memória e impedir que sua imagem seja utilizada de forma considerada abusiva ou lucrativa por terceiros.
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