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PCDF indicia agente do GSI por transportar arma de Bolsonaro sem autorização

por | jul 1, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Militar foi indiciado por porte ilegal de arma após ser flagrado com pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro; caso foi apurado pela 17ª DP de Taguatinga Norte.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), identificado como Estácio Leite da Silva Filho, por porte ilegal de arma de fogo. Ele foi flagrado transportando uma pistola registrada em nome do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) sem autorização.

De acordo com o relatório da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), embora o militar possuísse porte funcional, ele transportava uma arma registrada em nome de terceiro, o que configura irregularidade prevista no Estatuto do Desarmamento.

Para a PCDF, o armamento foi retirado e transportado sem autorização do ex-presidente.

Em depoimento, Jair Bolsonaro afirmou que o militar foi chamado apenas para verificar uma suposta pane na pistola e que não autorizou a retirada do armamento de sua residência, apesar de acreditar que o agente não tenha agido de má-fé.

Já o agente apresentou versão diferente. Ele afirmou ter sido chamado por Bolsonaro por volta das 16h30 do dia 15 de junho para avaliar um problema na arma. Segundo o depoimento, após manusear a pistola e recolocar uma peça, aguardou o retorno da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro para devolução do equipamento.

Ele relatou ainda que, diante da demora, deixou a residência por volta das 22h20 levando a arma no veículo, sendo posteriormente abordado em uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), ocasião em que a pistola foi apreendida.

A investigação concluiu pelo indiciamento do militar com base no artigo 16 do Estatuto do Desarmamento. Já o ex-presidente não foi indiciado, pois os investigadores não identificaram elementos que caracterizassem posse ilegal de arma por parte dele.

Em depoimento, Bolsonaro também afirmou que uma autorização anterior da Polícia Federal teria permitido a permanência de uma arma em sua residência após operação realizada no ano passado.

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