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Estudo identifica novas pistas genéticas ligadas à ansiedade

por | jun 15, 2026 | Últimas notícias

Um estudo internacional com quase 700 mil pessoas revelou o maior número de associações genéticas relacionadas à ansiedade já identificado até hoje. A pesquisa, publicada na revista científica Nature Human Behaviour, analisou dados genéticos de 693.869 pessoas de ascendência europeia e trouxe novos insights sobre os mecanismos biológicos por trás do transtorno.

Coordenado por pesquisadores do King’s College London e do QIMR Berghofer Medical Research Institute, o estudo identificou 74 regiões do genoma associadas aos sintomas de ansiedade. Dessas, 39 nunca haviam sido relacionadas ao problema em pesquisas anteriores.

Os cientistas destacam que a ansiedade deve ser entendida como um espectro, que varia desde respostas normais ao estresse cotidiano até transtornos graves e incapacitantes. Entre os genes apontados como relevantes estão PCLO e SORCS3, que atuam principalmente na comunicação entre células nervosas do cérebro.

Apesar da descoberta, os pesquisadores ressaltam que os fatores genéticos explicam apenas cerca de 6% das diferenças na intensidade dos sintomas de ansiedade entre as pessoas. Isso indica que aspectos ambientais, experiências de vida, traumas, contexto social e fatores psicológicos continuam exercendo papel fundamental no desenvolvimento do transtorno.

O estudo também reforça que predisposição genética não significa destino. Uma pessoa com maior risco genético pode nunca desenvolver ansiedade clínica se viver em um ambiente favorável, enquanto alguém com menor predisposição pode apresentar o transtorno após experiências estressantes ou traumáticas.

Além disso, os pesquisadores encontraram ligações genéticas entre ansiedade e diversas condições de saúde física e mental, como Depressão, Síndrome do Intestino Irritável, dor crônica, doença arterial coronariana, Endometriose e Enxaqueca.

Segundo os autores, os resultados podem contribuir para o desenvolvimento de tratamentos mais personalizados e estratégias preventivas mais eficazes, além de ajudar a identificar pessoas com maior sensibilidade a fatores externos que favorecem o surgimento da ansiedade.

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