Uma pesquisa recente indica que o uso precoce e intensivo de redes sociais pode estar associado a maior probabilidade de adolescentes experimentarem álcool, tabaco e cannabis. O estudo foi publicado no American Journal of Psychiatry e analisou dados de jovens acompanhados ao longo de quatro anos.
Segundo os pesquisadores, quase 40% das crianças entre 8 e 12 anos já utilizam plataformas digitais, embora a maioria delas tenha idade mínima recomendada de 13 anos. A exposição precoce, combinada ao aumento do tempo de uso, estaria relacionada a maiores índices de experimentação de substâncias.
O estudo identificou diferentes padrões de uso das redes sociais e concluiu que adolescentes com acesso mais cedo e maior tempo de conexão apresentaram risco significativamente maior de contato com drogas e álcool em comparação com aqueles que usam pouco ou não utilizam plataformas digitais.
Entre os fatores apontados estão a exposição a conteúdos que normalizam o consumo de substâncias, como postagens e anúncios de bebidas alcoólicas, além de influências sociais presentes nas próprias redes.
Especialistas destacam, no entanto, que os resultados mostram uma associação, e não uma relação de causa direta. Ou seja, o uso das redes sociais não seria o único fator responsável, já que ambiente familiar e convivência social também influenciam o comportamento dos jovens.
Os autores reforçam a importância da orientação familiar e do acompanhamento do uso de tecnologia. A recomendação de entidades de saúde inclui estabelecer limites, dialogar com os adolescentes e incentivar atividades offline, como esportes e convivência familiar.
Segundo os pesquisadores, o papel dos pais é essencial para reduzir riscos e orientar o uso consciente das redes sociais desde a infância.
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