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Entenda caso da aposentadoria de R$ 27,4 mil de tenente-coronel da PM réu por feminicídio

por | jun 12, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

O tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo, Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, teve a transferência para a reserva remunerada confirmada e passará a receber aposentadoria de R$ 27,4 mil. O ato foi publicado no Diário Oficial do Estado e assinado pelo diretor de Inatividade e Pensão Militar, coronel Antonio Thomazelli.

O oficial está preso desde 18 de março e responde a processo por feminicídio e fraude processual. Em abril, ele próprio solicitou a passagem para a reserva, o que garante o recebimento da remuneração integral por tempo de contribuição, conforme previsto na legislação militar.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP), a transferência para a inatividade remunerada não tem relação com os processos criminal e administrativo em andamento. A pasta afirma que o caso segue em análise por meio de um Conselho de Justificação, que avalia a conduta do oficial e sua permanência na corporação.

A SSP informou ainda que eventuais sanções, como perda de posto e patente, só poderão ser aplicadas após decisão definitiva da Justiça Militar, respeitando o devido processo legal. Já a São Paulo Previdência (Spprev) esclareceu que atua apenas como gestora da folha de pagamento dos inativos e que os valores serão pagos enquanto o ato administrativo permanecer válido.

O Ministério Público de São Paulo pediu esclarecimentos à Secretaria de Segurança e à PM sobre a transferência do oficial e a situação funcional do militar. O caso também envolve a morte de Gisele Alves, ocorrida em fevereiro no Brás, região central da capital, onde o tenente-coronel é acusado de ter atirado contra a esposa. Ele nega o crime e alega suicídio, versão contestada pela investigação.

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