O Programa (re)Conexões, do Ibram realizou na noite de 1º de junho, na Casa da Ciência da UFMS, em Campo Grande, um evento visando uma oportunidade de escuta com instituições museológicas de Mato Grosso do Sul. Outro objetivo foi consolidar o diálogo entre estado e sociedade civil para definir o futuro dos museus e processos de memória.
A presidenta do Instituto Brasileiro de Museus, Fernanda Santana Rabelo de Castro, afirmou que o Programa Reconecções foi criado para construir política pública junto e fazer com que as nossas políticas reflitam os territórios e que a participação social seja um pilar da gestão do Ibran. “Então a gente faz uma pactuação com os governos estaduais, com a Secretaria de Cultura, os sistemas estaduais de museus, para organizar encontros em que o Ibran propõe o conteúdo a ser debatido sobre as políticas públicas com o objetivo de fortalecer essa construção, para que a gente engaja os participantes, os agentes culturais que participam das ações do setor museal. É sido muito importante para a gente esse encontro porque é a primeira vez que a gente está no Mato Grosso do Sul nessa gestão. O primeiro encontro de reconexões que a gente faz foi um encontro muito rico, a gente recebeu muitas contribuições que refletem a realidade das instituições, dos grupos aqui do Mato Grosso do Sul, dos pontos de memória”.
Vera Mangas, da coordenação de participação social do Ibran, também se fez presente no evento, e para ela, estar aqui no Mato Grosso do Sul “ foi um presente em relação ao nosso trabalho. A gente vem realizando um programa Reconexões, que é um programa de escuta de todos os estados brasileiros, para debater questões importantes, fundamentais para política pública, para construção da política pública dos museus, e estar aqui no Mato Grosso do Sul pela primeira vez, debatendo esses temas, com a ampla participação, nós tivemos aqui participação de museus, representantes coletivos, da universidade, estudantes, que nos apresenta um debate robusto, potente e que muito nos auxilia para que a gente possa seguir adiante na construção de políticas públicas de uma forma ampla participativa também com a participação da sociedade civil”. realizando reconexões.
A diretora de Memória e Patrimônio Cultural da FCMS, Melly Sena, disse que o (re)Conexões é o momento das discussões sobre as políticas museais, até a preparação, a revisão, as revisões do Fórum Nacional de Museus. “Para a gente é muito especial receber o pessoal do Ibram, Eu acho que é um momento de muita partilha, de muita troca. Eu acho que é um momento de estabelecimento de relações e fortalecimento do setor museológico museal em Mato Grosso do Sul. Esse é o grande ganho que a gente tem”.
André Pellegrinelli, professor do curso de História da UFMS e do campus do Pantanal, em Corumbá, participou de um dos Grupos de Trabalho e afirmou em sua fala que Corumbá ocupa um espaço de protagonista em Mato Grosso do Sul em função do seu acervo de patrimônio histórico, cultural. “É a cidade mais antiga do estado, em que nós conservamos uma quantidade de acervos e de prédios de patrimônio identificados bastante relevante. E nesse sentido, Corumbá precisa ocupar esse espaço e também colocar suas demandas. Apresentar a sua realidade, que é uma realidade de um acervo muito rico, mas ao mesmo tempo de uma cidade que em função da distância se apresenta um pouco disso. Deslocada dos espaços de decisão de poder e de colocação dos seus espaços museais”.
Fotos: Samuel Rocha
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