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Pneumologista do HDT faz alerta importante sobre riscos do tabagismo

por | maio 28, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

Foto Canva

Infarto, AVC e neoplasias estão entre os problemas trazidos pelo hábito de fumar

O Dia Mundial Sem Tabaco é celebrado anualmente em 31 de maio. Criada em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a data visa alertar a população sobre doenças e mortes relacionadas ao tabagismo que podem ser evitadas, além de combater o uso de cigarros eletrônicos e outras formas de uso do tabaco. O médico pneumologista Emanuell Felipe Lima, do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT/HU Brasil), afirma que o tabagismo é fator de risco para mais de 50 doenças, conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e da própria OMS.

De acordo com ele, na pneumologia, destacam-se a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), o enfisema, a bronquite crônica e o carcinoma broncogênico, este último responsável por 85% dos casos de câncer de pulmão. “No sistema cardiovascular, o tabagismo eleva o risco de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral isquêmico (AVC) e doença arterial periférica devido à ação da nicotina e do monóxido de carbono. Associa-se, ainda, a neoplasias de cavidade oral, laringe, esôfago, pâncreas, rim, bexiga e colo uterino. A mortalidade atribuível no Brasil é de cerca de 145 mil óbitos por ano, com destaque para a DPOC e o câncer de pulmão”, alerta o médico.

Prevenção

O profissional recomenda que a estratégia para diminuir esses números é seguir as diretrizes da Política Nacional de Controle do Tabaco, que estariam relacionadas à prevenção primária, que é a educação em saúde nas escolas, o banimento da publicidade sobre o tabaco e o combate aos dispositivos eletrônicos para fumar. “É importante também a abordagem cognitivo-comportamental associada à farmacoterapia. O SUS disponibiliza terapia de reposição nicotínica, bupropiona e vareniclina, que duplicam as taxas de abstinência. Outro ponto é a Lei Antifumo, com ambientes 100% livres de tabaco e vigilância do comércio ilícito”, declara Emanuell Felipe.

Impactos do tabagismo na saúde

O tabagismo reduz a expectativa de vida em cerca de dez anos. A cessação promove ganhos clínicos que variam de acordo com o tempo de interrupção. “Em 20 minutos há normalização hemodinâmica; em 12 horas, queda do monóxido de carbono; em um ano, o risco cardiovascular reduz em 50%; em dez anos, o risco de câncer de pulmão cai à metade. Esta é a intervenção isolada com maior impacto em morbimortalidade”, afirma o médico.

Para ele, a exposição ao tabaco não possui limiar de segurança, pois são mais de sete mil compostos envolvidos, sendo 69 deles carcinogênicos. Em adultos, aumenta o risco de infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico e câncer de pulmão em 20% a 30%. Na pediatria, eleva a incidência de infecção das vias aéreas superiores, sibilância (popularmente conhecida como ‘chiado no peito’), asma e síndrome da morte súbita do lactente.

“Neste Dia Mundial Sem Tabaco, nós dos Hospitais Universitários reforçamos o compromisso de cuidar da vida. E não há como falar em cuidado sem falar em prevenção. O tabagismo segue sendo a principal causa de morte evitável no Brasil e no mundo. Como médico pneumologista, vejo todos os dias o preço que se paga pelo cigarro. Mas vejo também a vitória de cada paciente que consegue parar. Minha mensagem hoje é de alerta, mas principalmente de esperança”, diz o pneumologista.

Ele reforça também que parar de fumar pode ser difícil, mas é possível. “Você não está sozinho. Procure ajuda no SUS, converse com o seu médico. Se você fuma, dê esse presente para você e para sua família. Se você não fuma, nunca comece. A escolha de hoje define a sua saúde de amanhã. Contem sempre com a rede de Hospitais Universitários do Brasil. Nossa missão é promover saúde, não doença”, recomenda.

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