A Secretaria Municipal de Saúde de Alagoinha, em Pernambuco, instaurou uma investigação para apurar a origem de uma suposta receita médica que viralizou nas redes sociais após apresentar a prescrição de “3h de buceta”. O documento teria sido emitido em uma unidade básica de saúde (UBS) do município.
Segundo a pasta, a profissional identificada no carimbo não foi responsável pela elaboração do receituário e há indícios de uso indevido de sua identificação profissional por terceiros. A secretaria também apura a possibilidade de montagem ou adulteração da imagem antes da divulgação na internet.
Em nota oficial, a Secretaria de Saúde informou que abriu procedimento interno para investigar possíveis crimes, como falsidade ideológica, falsificação de documento e uso indevido de carimbo profissional.
“Busca-se verificar se consiste em eventual montagem do documento ou de uso indevido do carimbo, destacando-se que, em nenhum momento, houve a aposição de sua assinatura no documento”, informou a pasta.
A secretaria ressaltou ainda que a suposta receita não possui assinatura da profissional mencionada e que ela não autorizou o uso de seu carimbo.
“Não foi devidamente validado pela profissional técnica constante no carimbo aposto, não possuindo, portanto, assinatura que comprove sua autoria, responsabilidade ou concordância com o conteúdo exposto”, acrescentou o comunicado.
O órgão também destacou que o texto apresenta “linguagem inadequada e dissociada de prescrição médica”, incompatível com as normas adotadas pela rede municipal de saúde.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais após a imagem voltar a circular nesta terça-feira (19). Até o momento, a prefeitura não divulgou o resultado da apuração interna.







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