A cobrança de mais transparência sobre o reajuste aplicado pela Caixa de Assistência dos Servidores de Mato Grosso do Sul (Cassems) ganhou força na Assembleia Legislativa nesta terça-feira (19), com destaque para o posicionamento do deputado estadual Junior Mochi, do MDB. O parlamentar demonstrou preocupação com o impacto financeiro causado aos servidores públicos, principalmente os de menor renda, após o aumento de cerca de 1.200% na mensalidade de cônjuges dependentes.
A taxa, que antes era de R$ 35, passou para R$ 450 mensais. Além disso, a Cassems retirou o teto de desconto em folha, que anteriormente girava em torno de R$ 2,3 mil.
O debate começou após requerimento apresentado pelo deputado Paulo Duarte ao diretor-presidente da Cassems, Ricardo Ayache, solicitando informações detalhadas sobre a origem do déficit financeiro da instituição, os cálculos atuariais utilizados e os critérios técnicos que justificaram o reajuste.
Durante a sessão, Junior Mochi se somou ao pedido e defendeu diálogo e responsabilidade na busca por soluções.
“Não há o que discutir sobre a importância da Cassems para o servidor público de Mato Grosso do Sul. É o melhor plano de saúde de servidores públicos que se conhece no Brasil inteiro, fruto das gestões realizadas ao longo dos anos”, afirmou o deputado.
Mochi relatou, inclusive, uma experiência pessoal envolvendo familiares para exemplificar a relevância do atendimento oferecido pela instituição.
“Tenho uma cunhada servidora pública que recebe em torno de R$ 5 mil por mês e meu irmão, dependente dela, precisou passar por uma cirurgia de alto custo. Sem a Cassems, eles não teriam condições de bancar esse atendimento, que foi excelente”, destacou.
Apesar de reconhecer a qualidade do plano de saúde, o parlamentar criticou o tamanho do reajuste aplicado aos dependentes, especialmente para servidores com salários mais baixos.
“Foi um aumento exponencial, afetando muito aqueles que ganham até R$ 5 mil. Em alguns casos, o impacto ultrapassa 10% da renda do servidor”, alertou.
O deputado defendeu que a Assembleia Legislativa participe das discussões de forma técnica, sem disputas partidárias, para encontrar alternativas que reduzam os impactos financeiros aos servidores estaduais.
“A melhor forma, sensata e coerente, é conhecer os números, conversar, dialogar e encontrar soluções. A Assembleia Legislativa precisa estar nesse momento longe das discussões político-partidárias e buscar uma solução porque a Cassems é importante para o servidor público de Mato Grosso do Sul”, concluiu.
Foto: Wagner Guimarães
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