Um levantamento do Brookings Institution indica que mais de 100 mil crianças foram separadas de seus pais durante operações de imigração conduzidas pelo ICE nos últimos anos. Os dados foram divulgados pelo jornal The New York Times.
De acordo com a estimativa, cerca de 205 mil crianças tiveram ao menos um dos pais detido, sendo que aproximadamente 145 mil são cidadãs dos Estados Unidos. O estudo aponta que a maioria dos casos envolve detenções realizadas no interior do país, e não apenas na fronteira.
Pesquisadores afirmam que os números oficiais do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos podem estar subestimados. Isso ocorreria porque muitos pais não são questionados de forma consistente sobre seus filhos ou evitam fornecer informações por receio de consequências legais.
Em nota, o governo informou que os pais detidos podem optar por serem deportados junto com os filhos ou indicar responsáveis para cuidar das crianças nascidas em território الأمريكي.
Casos individuais ilustram o impacto das medidas. Uma mãe presa durante uma operação no estado do Texas relatou estar separada do filho pequeno, que permanece sob os cuidados de conhecidos. Segundo ela, o período de detenção fez com que perdesse momentos importantes do desenvolvimento da criança.
Relatórios indicam ainda que a maioria das crianças afetadas não é encaminhada para abrigos institucionais. Em vez disso, ficam sob responsabilidade de familiares ou amigos, muitas vezes sem apoio formal do Estado.
Organizações que atuaram em casos de separação na fronteira em 2018 relatam aumento recente nos pedidos de ajuda envolvendo detenções dentro do país. Especialistas alertam que o número de famílias afetadas pode crescer, diante da ampliação de recursos destinados a operações de fiscalização migratória.
O estudo utilizou dados do censo e informações sobre detenções para estimar o número de crianças impactadas. As projeções variam entre cerca de 117 mil e 175 mil crianças cidadãs dos EUA com ao menos um dos pais detido, sendo 145 mil o número considerado mais provável pelos pesquisadores.
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