O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados convocou para a próxima terça-feira, 19 de maio, a votação do parecer de representação contra o deputado Marcos Pollon, por manifestação em defesa da anistia dos presos políticos de 8 de janeiro. “É evidente que tem uma perseguição pessoal do modo que foi conduzido. É sim. Perseguição por eu ser o único indicado por carta pessoalmente pelo presidente Bolsonaro. O Sistema não quer esse perfil de senador. No meu caso específico há um requinte de pessoalidade, pois eu fiz um discurso cobrando que se pautasse a anistia. Por causa desse discurso foi recomendado minha suspensão”, disse.
O relator recomendou a suspensão de três meses de mandato devido ao discurso realizado em 3 de agosto, na cidade de Campo Grande (MS) durante manifestação pró-anistia. “Discursar é não apenas um direito, mas uma das funções essenciais do mandato, atividade indispensável à democracia e integralmente protegida pela Constituição, independentemente do conteúdo da fala”. Trata-se de um ato político, legítimo e típico da atividade parlamentar.
Por coincidência, nesta terça-feira também encerra o prazo para apresentação de recurso à Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJC) para recorrer contra a decisão do Conselho de Ética que recomendou dois meses de suspensão pela ocupação da mesa diretora em defesa dos presos de oito de janeiro. Apesar da participação de mais de 100 parlamentares no ato, somente três deputados para sofrerem representação ético disciplinar. Parlamentares da esquerda nos últimos anos realizaram o mesmo ato de ocupação da mesa 17 vezes, sem nenhuma punição aos envolvidos.
Os familiares dos presos políticos do oito de janeiro se mobilizam para comparecer em peso na reunião do Conselho de Ética desta terça-feira. Nas redes sociais, familiares dos presos do 8 de janeiro, apoiadores e população têm se mobilizado em defesa de Marcos Pollon. As publicações destacam o papel de Pollon na defesa dos sequestrados do oito de janeiro.
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