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Gustavo Cerbasi e Marcelo Tas lotam auditório com palestras na Semana S

por | maio 18, 2026 | Últimas notícias | 0 Comentários

As palestras de Gustavo Cerbasi e Marcelo Tas reuniram um público acima da capacidade do auditório principal, com transmissão por telões em espaços extras

Planejamento de longo prazo, consumo consciente, ansiedade digital e inteligência artificial dominaram os debates da noite desta sexta-feira (15.05) na Semana S, em Campo Grande. As palestras de Gustavo Cerbasi e Marcelo Tas reuniram um público acima da capacidade do auditório principal, com transmissão por telões em espaços extras para atender os participantes.

A programação contou com a presença do governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo, além de empresários, estudantes, trabalhadores e representantes do comércio.

Antes dos palestrantes nacionais, às 16 horas, o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo; o advogado tributário, Alberto Carbonar; e o vice-presidente do Sescon/MS, Roberto Amorim, debateram “O que está mudando no varejo e como proteger o lucro da sua empresa”. A mediação ficou a cargo da jornalista Carmem Juliana.

Na sequência, o especialista em finanças Gustavo Cerbasi fez uma análise sobre os ciclos econômicos brasileiros e afirmou que o país ainda sofre por falta de planejamento estrutural e visão de longo prazo.

“A economia brasileira vive altos e baixos porque nós pensamos sempre no curto prazo. Isso vale para governos, empresas e famílias. Sem planejamento e sem poupança, a sociedade fica mais vulnerável às crises”, afirmou.

O especialista em educação financeira também chamou atenção para o comportamento das famílias diante do crédito e do consumo.

“Quando aumenta a renda, normalmente aumenta o consumo no mesmo ritmo ou até acima. O ideal seria sempre crescer um degrau abaixo para criar proteção para os próximos ciclos econômicos”, disse.

Cerbasi ainda destacou que iniciativas ligadas à educação e qualificação profissional têm papel estratégico na transformação econômica do país.

“O Sistema S talvez seja hoje um dos principais mecanismos de transformação social do Brasil porque leva conhecimento alinhado às necessidades regionais”, pontuou.

Na sequência, Marcelo Tas trouxe ao público uma reflexão sobre os impactos da inteligência artificial e o excesso de informação na rotina das pessoas. Em tom provocativo, ele defendeu que o maior desafio atual não é tecnológico, mas humano.

“Antes de pensar na inteligência artificial, a gente precisa desenvolver a inteligência do corpo, da mente, entender qual é a nossa necessidade e o que realmente importa. O mundo está acelerado demais e isso gera ansiedade, excesso e decisões equivocadas”, afirmou.

Segundo Tas, a velocidade das transformações exige mais consciência sobre direção e propósito.

“Se você pega um foguete para ir na padaria da esquina, talvez esteja usando a ferramenta errada. O importante é entender a necessidade antes da tecnologia”, comparou.

O comunicador também relembrou a relação histórica com o Sistema S e afirmou que parte importante da sua trajetória profissional passou por projetos ligados à educação e comunicação desenvolvidos em parceria com essas instituições.

“O Castelo Rá-Tim-Bum só existiu por causa do Sistema S. O Telecurso também. Então estar aqui hoje é uma forma de retribuir um pouco dessa história”, disse.

Durante visita à programação, o governador Eduardo Riedel destacou a importância de eventos voltados à atualização profissional e acesso à informação qualificada.

“Estamos vivendo transformações muito rápidas. Ter acesso a pessoas que estudam essas mudanças e conseguem traduzir isso para a população é extremamente importante para o desenvolvimento do Estado”, afirmou.

Já o presidente da Fecomércio MS, Edison Araújo, destacou que a Semana S busca aproximar a população do trabalho realizado pelo Sistema Comércio.

“Muita gente não conhece a dimensão do trabalho do Sesc, Senac e Fecomércio. A Semana S é justamente uma oportunidade de mostrar como essas instituições contribuem para formação profissional, qualificação e desenvolvimento econômico”, afirmou.

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