Foto: Divulgação
A Justiça de Mato Grosso do Sul deve julgar um novo pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, preso desde março deste ano acusado de matar o empresário Roberto Carlos Mazzini.
O recurso foi protocolado no Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul e tenta reverter a prisão preventiva decretada após o crime, ocorrido na região central da Capital.
Na nova solicitação, a defesa sustenta que a prisão é ilegal e desproporcional, argumentando que Bernal não tentou fugir e se apresentou espontaneamente à polícia após os disparos. Os advogados também reforçam a tese de legítima defesa, alegando que o ex-prefeito teria reagido a uma suposta invasão ao imóvel onde residia e mantinha escritório.
Segundo essa versão, Bernal foi alertado por uma empresa de monitoramento sobre a invasão e, ao chegar ao local, encontrou a vítima acompanhada de um chaveiro tentando forçar a entrada da residência.
A defesa ainda contesta as qualificadoras incluídas pelo Ministério Público, como motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, classificando a denúncia como exagerada. Outro ponto levantado é a disputa judicial pela posse do imóvel, o que, segundo os advogados, afastaria a acusação de violação de domicílio.
O pedido também destaca o estado de saúde do ex-prefeito, que, conforme a defesa, possui histórico de problemas cardíacos, diabetes e hipertensão, além de necessitar de medicação contínua. Por isso, os advogados pedem que, caso a prisão não seja revogada, seja concedida a substituição por prisão domiciliar.
Relembre o caso
O crime aconteceu no dia 24 de março de 2026, quando, segundo as investigações, Bernal efetuou disparos que atingiram o empresário dentro de um imóvel em disputa judicial. A vítima estava no local acompanhada de um chaveiro.
Após o ocorrido, Bernal procurou a delegacia para prestar esclarecimentos, mas acabou preso em flagrante. Posteriormente, a prisão foi convertida em preventiva durante audiência de custódia.
O Ministério Público denunciou o ex-prefeito por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. Já a defesa mantém a versão de que ele agiu para proteger a própria vida e seu patrimônio.
Com informações do Top Mídia News
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