A morte da pequena Hannah Julia, de 8 anos, tem gerado forte repercussão e indignação após a circulação de um vídeo nas redes sociais que mostra momentos de desespero vividos pela família em busca de atendimento médico. A criança morreu no dia 29 de abril, após passar por quatro unidades de saúde em Campo Grande.
Segundo os pais, Hannah apresentou inicialmente sintomas como febre alta e problemas respiratórios. Ela foi levada ao Centro Regional de Saúde (CRS) e, posteriormente, três vezes à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Leblon. Mesmo com a piora do quadro, incluindo vômitos, dores intensas, inchaço e dificuldade para respirar, a família afirma que a menina foi liberada nas primeiras consultas.
Na última ida à UPA, a situação se agravou rapidamente. De acordo com o relato da mãe, a criança começou a convulsionar e teve dificuldades para respirar enquanto ainda aguardava atendimento adequado. A família denuncia falta de estrutura e demora no socorro dentro da unidade.
Hannah chegou a ser entubada, mas não resistiu e morreu horas depois. O atestado de óbito aponta parada cardiorrespiratória com causa ainda a esclarecer. Um laudo oficial deve confirmar as circunstâncias da morte.
Abalada, a família acredita que houve negligência médica e afirma que irá acionar a Justiça. O caso também levanta questionamentos sobre a qualidade do atendimento na rede pública de saúde da Capital, especialmente diante de outros episódios recentes com desfechos semelhantes.
Após a repercussão, a Secretaria Municipal de Saúde anunciou a criação de um grupo de trabalho para avaliar e propor melhorias no sistema de atendimento. O objetivo é revisar fluxos, estrutura e garantir mais eficiência na rede pública.
Enquanto isso, familiares e amigos seguem em luto e cobram respostas. A morte precoce de Hannah expõe uma dor irreparável e reacende o debate sobre falhas no atendimento que, segundo relatos, podem estar colocando vidas em risco.
Com informações do Campo Grande News
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