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Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento após risco de contaminação por Salmonella

por | abr 7, 2026 | Últimas notícias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição de 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, fabricado pela Ambrosia Brands, devido ao risco de contaminação por Salmonella.

Segundo a agência, o produto está associado a um surto nos Estados Unidos envolvendo uma cepa da bactéria resistente a antibióticos comuns e também a alternativas terapêuticas. A medida tem caráter preventivo e impede a importação, comercialização, distribuição e uso desses lotes no Brasil.

A Salmonella pode provocar infecções com sintomas que surgem entre 12 e 72 horas após o consumo de alimentos contaminados. A bactéria causa a salmonelose, doença que atinge o trato gastrointestinal e pode gerar diarreia, febre e cólicas abdominais por até sete dias.

Grupos como crianças menores de cinco anos, idosos e pessoas com imunidade comprometida apresentam maior risco de desenvolver quadros graves, que podem evoluir para complicações como infecções mais severas.

De acordo com a Anvisa, a cepa identificada no caso é resistente, o que exige o uso de medicamentos mais específicos em situações graves.

O suplemento é produzido a partir da planta Moringa oleifera, cujo uso em alimentos é proibido no Brasil desde 2019. A agência informa que a substância não teve segurança comprovada para consumo, independentemente da forma de apresentação, como cápsulas, chás ou pó.

Avaliações realizadas anteriormente apontaram que não foi possível descartar efeitos nocivos, como danos ao material genético e ao fígado.

Apesar de não haver confirmação de importação desses lotes para fins comerciais no país, a Anvisa identificou anúncios em plataformas digitais que oferecem o produto por meio de compra internacional, o que indica a possibilidade de entrada por pessoas físicas.

A agência alerta ainda para a venda irregular de produtos à base de moringa com promessas de cura ou tratamento de doenças como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. Esse tipo de alegação não é permitido para alimentos.

A orientação é que consumidores não adquiram nem utilizem esses produtos. Em caso de oferta irregular, a recomendação é denunciar às autoridades sanitárias.

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