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Anvisa proíbe 52 lotes de suplemento por risco de contaminação com Salmonella

por | abr 6, 2026 | Últimas notícias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu 52 lotes do suplemento alimentar Dietary Supplement Rosabella Moringa Capsules, fabricado pela empresa Ambrosia Brands, após identificação de risco de contaminação por Salmonella.

Segundo a agência, o produto está associado a um surto nos Estados Unidos envolvendo uma cepa da bactéria resistente a antibióticos de primeira linha e também a tratamentos alternativos, o que aumenta o risco em casos mais graves de infecção.

A Salmonella pode causar salmonelose, doença que provoca sintomas como diarreia, febre e cólicas abdominais, geralmente entre 12 e 72 horas após o consumo de alimentos contaminados. Os quadros costumam durar de quatro a sete dias, mas podem evoluir para complicações mais sérias, principalmente em crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico enfraquecido.

A agência reforça que, no caso desse suplemento, a cepa identificada exige medicamentos mais específicos em situações graves, devido à resistência aos antibióticos convencionais.

Além do risco de contaminação, produtos à base da planta Moringa oleifera são proibidos no Brasil desde 2019. De acordo com a Anvisa, não há comprovação de segurança para o consumo da substância em alimentos, e estudos não conseguiram descartar possíveis efeitos tóxicos, como danos ao fígado e alterações no material genético.

A medida tem caráter preventivo e impede a importação, comercialização, distribuição e uso dos lotes no país. Embora não haja registro de entrada oficial desses produtos no Brasil, a Anvisa identificou anúncios em plataformas online que permitem a compra internacional, o que pode facilitar o acesso por consumidores.

O órgão também alerta para a venda irregular de produtos com promessas de cura para doenças como câncer, diabetes e problemas cardiovasculares. Esse tipo de alegação não é permitido para alimentos.

A recomendação é que consumidores não comprem nem utilizem itens desse tipo. Em caso de suspeita de comercialização irregular, a orientação é denunciar às autoridades sanitárias.

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