A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul concluiu que a denúncia de estupro envolvendo um militar do Exército em Amambai foi falsa. A acusação havia sido feita por uma adolescente de 13 anos, que posteriormente confessou ter inventado a história por raiva após ter o celular confiscado como forma de castigo.
O caso mobilizou as forças de segurança após a jovem relatar que vinha sendo abusada por um familiar, integrante do Exército Brasileiro. Segundo o depoimento inicial, os supostos abusos teriam ocorrido de forma contínua, com episódios recentes e até ameaças de morte para silenciá-la.
Diante da gravidade da denúncia, o suspeito foi notificado e compareceu à delegacia acompanhado dos pais e de um advogado, negando todas as acusações. Paralelamente, a adolescente foi submetida a exames periciais no Instituto de Medicina e Odontologia Legal, como parte dos procedimentos de investigação.
Durante a apuração, no entanto, a jovem acabou confessando que a história não era verdadeira. Conforme a polícia, a motivação foi uma reação emocional após ter o aparelho celular retirado pela família devido a mau comportamento.
Com a confirmação da falsa denúncia, foi instaurado um procedimento para apurar ato infracional análogo à denunciação caluniosa. O caso segue sob acompanhamento judicial.
Em nota, a Polícia Civil reforçou que todas as denúncias de crimes sexuais são tratadas com rigor e prioridade, mas alertou para os impactos graves de acusações falsas. Segundo a instituição, esse tipo de conduta pode causar danos irreparáveis à imagem e à vida do acusado, além de comprometer recursos públicos e prejudicar a credibilidade de vítimas reais.
Ainda de acordo com a polícia, denúncias falsas têm potencial de gerar consequências sociais e psicológicas severas, podendo inclusive desencadear julgamentos precipitados e exposição indevida antes da conclusão das investigações.









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