Uma onda de golpes registrada nas últimas 48 horas em Campo Grande já provocou prejuízo superior a R$ 100 mil, segundo ocorrências registradas na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro. Os crimes envolvem fraudes eletrônicas, falsos anúncios, transferências indevidas e golpes aplicados por meio do WhatsApp.
Entre os casos, o de maior valor ocorreu na sexta-feira (20), no bairro Chácara Cachoeira. Uma idosa de 77 anos foi abordada por dois homens após sair de uma loja de veículos na Avenida Afonso Pena. Eles ofereceram um carro por um preço abaixo do mercado e convenceram a vítima a fechar negócio.
A mulher sacou R$ 9,9 mil em dinheiro e ainda transferiu R$ 30 mil para a conta indicada pelos suspeitos. Em seguida, recebeu uma pochete com cadeado, sob a promessa de que o valor estaria guardado no interior. Ao abrir o objeto, percebeu que havia sido enganada e que os criminosos já haviam fugido.
Outro caso envolveu uma empresa do ramo de peças automotivas. O proprietário, de 46 anos, foi vítima do chamado “golpe do falso gerente”. Um criminoso se passou por funcionário de banco e orientou o empresário a acessar um site falso para atualização cadastral. Após inserir seus dados, a conta foi invadida, resultando em duas transferências, que somam cerca de R$ 25 mil.
Já um jovem de 24 anos perdeu R$ 17,5 mil ao tentar comprar um imóvel anunciado nas redes sociais. O golpista simulou a reserva do apartamento via WhatsApp e solicitou um Pix como sinal. Após o pagamento, o suposto vendedor desapareceu.
No bairro Vilas Boas, um casal de idosos, de 68 e 82 anos, também foi alvo de criminosos. Eles receberam uma ligação de um suposto gerente bancário que alegava uma tentativa de empréstimo. Ao seguir as orientações para “cancelar” a operação, acabaram permitindo o acesso às contas. Foram realizados empréstimos e transferências, e o prejuízo total ainda está sendo calculado.
A polícia alerta para que a população redobre os cuidados, especialmente ao realizar transações financeiras, acessar links desconhecidos ou confiar em ofertas com valores muito abaixo do mercado. Em caso de suspeita, a orientação é interromper qualquer operação e procurar imediatamente uma delegacia.








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