O Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo anunciou mudanças importantes para quem está tirando a Carteira Nacional de Habilitação no estado. Entre as novidades, está a possibilidade de realizar o exame prático em outro município.
Prova em outra cidade
A partir de agora, o candidato que fez aulas na cidade onde mora poderá agendar o exame prático em outro município, principalmente em casos de falta de vagas.
Se o aluno estiver vinculado a uma autoescola, a instituição deverá disponibilizar o veículo para a realização da prova no novo local.
Duas categorias no mesmo dia
Outra mudança permite fazer exames práticos de categorias diferentes no mesmo dia, como:
- Carro (categoria B)
- Moto (categoria A)
Antes, isso não era permitido.
Novo sistema de avaliação
As regras da prova prática também foram atualizadas com base em resolução do Conselho Nacional de Trânsito.
Agora, não existem mais faltas eliminatórias automáticas. O candidato será avaliado por um sistema de pontos:
- 1 ponto: infração leve
- 2 pontos: infração média
- 4 pontos: infração grave
- 6 pontos: infração gravíssima
Para ser aprovado, o candidato não pode ultrapassar 10 pontos.
Fim da baliza
Outra mudança relevante é a retirada da prova de baliza, que agora deixa de ser obrigatória em todo o país.
Com isso, o exame passa a focar mais na condução em vias públicas, avaliando situações reais do trânsito, como:
- Conversões
- Uso de seta
- Paradas corretas
- Direção segura
Inclusão e tecnologia
O Detran-SP também passou a utilizar tablets para registro de resultados em exames médicos e práticos, especialmente para candidatos com deficiência, tornando o processo mais ágil.
Prova teórica unificada
As provas teóricas agora seguem um banco nacional com cerca de 1.500 questões, elaborado pela Secretaria Nacional de Trânsito.
Independentemente do estado, os candidatos terão acesso ao mesmo conteúdo, com questões distribuídas de forma aleatória.
Outras mudanças
Entre as medidas recentes anunciadas pelo governo federal, está a renovação automática da CNH para motoristas que não cometeram infrações nos últimos 12 meses — regra que não vale para condutores com mais de 70 anos.
As alterações buscam modernizar o processo de habilitação, reduzir burocracias e aproximar a avaliação da realidade do trânsito brasileiro.








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