Um idoso de 83 anos foi vítima do golpe do falso gerente e perdeu R$ 393,9 mil após criminosos se passarem por funcionários de banco em Campo Grande.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu dois dias após a vítima ir até a agência bancária para tratar de assuntos financeiros. Na ocasião, ele foi atendido pelo gerente da conta. Pouco tempo depois, recebeu uma ligação de um número que aparecia como sendo da própria instituição.
Durante a chamada, o suspeito se apresentou como o gerente e afirmou ter identificado movimentações suspeitas na conta. Ele questionou o idoso sobre duas transferências que somavam quase R$ 400 mil. Ao negar reconhecer as operações, a vítima foi orientada a seguir uma série de procedimentos para “resolver o problema”.
O criminoso então solicitou dados sensíveis, como chave de segurança e biometria facial, além de orientar o acesso ao aplicativo do banco. Como o número parecia oficial e o golpista demonstrava conhecer informações da conta e o nome do gerente verdadeiro, o idoso acreditou na abordagem.
Convencido de que estava protegendo seu dinheiro, ele seguiu todas as instruções repassadas por telefone.
Após o encerramento da ligação, o suspeito afirmou que a situação havia sido resolvida. No entanto, ao acessar o aplicativo, a vítima percebeu que seus limites bancários haviam sido alterados e que duas transferências via Pix haviam sido realizadas sem autorização.
Uma das transferências foi no valor de R$ 299,9 mil para uma mulher e outra de R$ 94 mil para um homem. Além disso, os criminosos ainda tentaram contratar um empréstimo em nome do idoso, mas o valor não chegou a ser liberado.
Ao procurar a agência, o homem foi informado pelo gerente verdadeiro de que havia caído no golpe do falso gerente. O caso foi registrado em dezembro de 2025, mas só foi divulgado nesta semana.
Autoridades alertam que bancos não solicitam senhas, códigos de segurança ou biometria por telefone. Em situações suspeitas, a orientação é encerrar a ligação imediatamente e procurar os canais oficiais da instituição.
Casos como esse reforçam a importância de redobrar a atenção com ligações inesperadas e evitar compartilhar qualquer dado pessoal ou bancário, especialmente quando há pressão ou urgência durante o atendimento.
Foto: Arquivo pessoal










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