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Mulher trans torturada em Ponta Porã relata emboscada armada por namorado e patrões

por | mar 18, 2026 | Últimas notícias

A Delegacia de Atendimento à Mulher de Ponta Porã investiga, com prioridade, o caso de uma mulher trans de 29 anos que foi vítima de tortura, ameaças de morte e marcada com um símbolo nazista no último sábado (14), em Ponta Porã.

Em entrevista, a vítima afirmou que foi atraída para uma emboscada planejada pelo namorado e pelos patrões, identificados como Jackson Tadeu Vieira, Laysa Carla Leite Machinsky e Leonardo Duartes. Segundo o relato, o companheiro confessou participação e teria ajudado a imobilizá-la durante as agressões.

Os três foram presos no domingo (15), um dia após o crime, e tiveram a prisão preventiva decretada. O caso é tratado como lesão corporal e tortura, enquanto a polícia aguarda laudos periciais para esclarecer a dinâmica e a gravidade das lesões.

Emboscada e violência

A vítima contou que foi chamada ao local de trabalho para receber um pagamento e não desconfiou da situação. Ao chegar, foi levada até um escritório, onde encontrou os suspeitos. Após se recusar a cumprir ordens impostas por eles, passou a ser agredida com golpes nas costas, cabeça e outras partes do corpo.

Durante a tortura, ela relatou que implorava pela própria vida, sem entender a motivação do crime. Ainda segundo o depoimento, os agressores agiam com frieza e riam enquanto a violentavam.

Marca com símbolo nazista

Além das agressões, os suspeitos utilizaram uma faca quente para desenhar uma suástica no braço da vítima. O ato teria sido cometido enquanto faziam comentários relacionados ao nazismo, aumentando ainda mais a gravidade do crime.

Após as agressões, a mulher foi liberada sob ameaça de morte. Ferida, buscou ajuda na rodoviária e foi encaminhada ao hospital, onde passou por exames. Ela apresenta lesões na cabeça, no olho e no braço, e deve passar por cirurgias.

Investigações e versões

Em depoimento, Leonardo afirmou que apenas segurou a vítima enquanto o casal realizava as agressões. Já Jackson apresentou outra versão, alegando que houve uma discussão que evoluiu para violência e que tentou intervir.

A polícia segue apurando o caso e não descarta nenhuma hipótese sobre a motivação do crime.

Foto: TV Morena

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