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Governadores apontados como presidenciáveis apresentam primeiras propostas para eventual governo

por | mar 16, 2026 | Últimas notícias

Os governadores Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, Ratinho Júnior, do Paraná, e Ronaldo Caiado, de Goiás, todos apontados como pré-candidatos à Presidência da República pelo Partido Social Democrático (PSD), apresentaram quais seriam suas primeiras medidas caso assumam o comando do país.

As declarações foram feitas durante entrevista ao programa Canal Livre, da TV Band, em que os três políticos detalharam propostas iniciais de governo para áreas como política institucional, segurança pública e organização federativa.

Fim da reeleição
O governador gaúcho Eduardo Leite afirmou que uma de suas primeiras iniciativas seria propor o fim da reeleição para cargos do Executivo. Segundo ele, a medida poderia contribuir para reduzir a polarização política e incentivar maior diálogo no país.

De acordo com o governador, a proposta seria encaminhada ao Congresso logo no início do mandato por meio de uma Proposta de Emenda à Constituição.

“Eu mandaria imediatamente no início do governo uma emenda para acabar com a reeleição do presidente da República. Me ajudem a fazer as transformações que o país precisa”, afirmou.

Mais autonomia para os estados
Já Ratinho Júnior defendeu maior descentralização do poder e afirmou que pretende ampliar a autonomia dos estados. Entre as propostas está permitir que governos estaduais possam legislar sobre crimes contra a vida.

Para ele, muitas decisões atualmente concentradas em Brasília poderiam ser melhor conduzidas por governos locais.

“Estou convencido de que você não conserta o Brasil apenas com decisões tomadas na capital, mas com mais autonomia para estados e municípios”, declarou.

Facções como organizações terroristas
O governador Ronaldo Caiado afirmou que sua primeira medida seria propor que facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital sejam oficialmente classificadas como organizações terroristas.

Segundo ele, a medida permitiria ampliar instrumentos legais de combate ao crime organizado no país.

Durante a entrevista, Caiado também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, acusando a gestão federal de não adotar medidas mais duras contra as facções criminosas.

“Essas facções se apoderaram de tal maneira das estruturas de poder que hoje parecem inatingíveis”, afirmou.

As declarações ocorrem em meio às articulações políticas que antecedem as eleições presidenciais de 2026, quando diferentes partidos e lideranças começam a se posicionar para a disputa pelo Palácio do Planalto.

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