O deputado federal Marcos Pollon (PL-MS) encaminhou nesta quinta-feira (5) um ofício ao reitor da Universidade de São Paulo (USP), Aluisio Augusto Cotrim Segurado, solicitando a abertura imediata de procedimento disciplinar para apurar os episódios de violência envolvendo estudantes e a vereadora Eduarda Campopiano, do município de Praia Grande (SP).
O pedido ocorre após a ampla repercussão de imagens e relatos divulgados por veículos de comunicação que mostram a parlamentar sendo alvo de agressão física, tumulto e intimidação durante uma atividade realizada nas dependências da universidade.
No documento, Pollon classifica o episódio como um fato de extrema gravidade e alerta para os riscos da normalização da violência política dentro de instituições que deveriam ser símbolos do debate democrático e do pluralismo de ideias.
“A universidade deve ser o espaço mais elevado do pensamento livre. Quando representantes eleitos pelo voto popular são agredidos fisicamente dentro de um campus universitário, estamos diante de algo que ultrapassa qualquer divergência ideológica e toca diretamente nos pilares do Estado de Direito”, afirma o parlamentar.
Pollon ressalta que a liberdade de manifestação e o direito ao protesto são garantias fundamentais da democracia brasileira, mas adverte que tais direitos não podem servir de justificativa para agressões, intimidações ou tentativas de silenciamento de adversários políticos.
Segundo o deputado, permitir que esse tipo de comportamento se consolide no ambiente acadêmico representa um retrocesso institucional grave e abre precedentes perigosos para a convivência democrática no país.
Por essa razão, o parlamentar solicitou que a reitoria da USP adote medidas imediatas para apurar os fatos, identificar os responsáveis e aplicar as providências disciplinares cabíveis no âmbito da instituição.
O parlamentar também destacou que a Universidade de São Paulo, por sua relevância acadêmica e institucional, tem o dever de demonstrar de forma clara e inequívoca que não tolera atos de violência política em seu ambiente.
“O respeito à autonomia universitária é fundamental, mas essa autonomia jamais pode ser confundida com tolerância à violência ou perseguição política dentro do espaço acadêmico”, pontuou.
Ao final do ofício, o deputado solicitou que a reitoria informe oficialmente quais providências institucionais serão adotadas para a apuração rigorosa do caso e a responsabilização dos envolvidos.




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