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Mobilidade urbana: o que Campo Grande precisa para se tornar uma cidade multimodal

por | mar 6, 2026 | Últimas notícias

 Foto: Graziela Rezende/G1 MS

Campo Grande ainda enfrenta desafios para avançar na mobilidade urbana e alcançar o modelo de cidade multimodal. Esse conceito prevê a integração de diferentes meios de transporte, permitindo que a população combine opções como caminhada, bicicleta, ônibus e carros para se deslocar com mais eficiência.

Especialistas apontam que, apesar de alguns avanços, a capital sul-mato-grossense precisa ampliar investimentos em infraestrutura, planejamento urbano e educação no trânsito para oferecer mais alternativas de mobilidade e reduzir a dependência do carro.

Em cidades consideradas referência mundial, como Amsterdã, Tóquio e Barcelona, os diferentes meios de transporte funcionam de forma integrada. Nesses locais, é comum que o morador saia de casa a pé, utilize bicicleta, trem ou ônibus e finalize o trajeto com transporte público ou compartilhado.

De acordo com o especialista em infraestrutura de transporte Marcos do Nascimento Rachid, Campo Grande já apresenta pontos de retenção no trânsito que exigem intervenções planejadas para o futuro. Ele cita locais como a rotatória próxima à universidade federal e o cruzamento da Avenida Mato Grosso com a Via Parque como exemplos de áreas que poderiam receber obras mais complexas, como viadutos, para melhorar o fluxo de veículos e reduzir acidentes.

Outro problema apontado é a dependência do transporte individual. Segundo o especialista, a cidade ainda não conta com sistemas de transporte coletivo de maior capacidade, como trens urbanos, metrô ou VLT, o que limita as opções de deslocamento da população.

Para o especialista em trânsito Fernando Ernst, o crescimento da cidade exige planejamento constante. Segundo ele, obras estruturais ajudam a reduzir acidentes, diminuir o estresse no trânsito e melhorar a qualidade de vida da população.

A ampliação das ciclovias também é considerada fundamental. Embora Campo Grande já possua alguns trechos destinados aos ciclistas, especialistas defendem a criação de uma rede conectada e segura que permita o deslocamento entre diferentes regiões da cidade.

Quem vive o trânsito diariamente também sente os desafios da mobilidade urbana. O motoentregador Éder da Silva Farias afirma que o fluxo intenso e as condições das vias aumentam os riscos para quem trabalha nas ruas. Ele defende melhorias na infraestrutura e a implantação de faixas exclusivas para motociclistas em avenidas de grande movimento.

Além de obras, especialistas ressaltam que a mobilidade urbana também depende de mudanças de comportamento. A educação no trânsito e campanhas de conscientização são apontadas como medidas importantes para reduzir acidentes e promover uma convivência mais segura entre motoristas, ciclistas e pedestres.

Para os especialistas, Campo Grande ainda tem a oportunidade de crescer de forma planejada. Com investimentos e políticas públicas de longo prazo, a cidade pode avançar na integração dos meios de transporte e melhorar a mobilidade para a população nas próximas décadas.

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