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Confira as imagens: Temporal provoca alagamentos, filas quilométricas e deixa moradores ilhados em Campo Grande

por | fev 20, 2026 | Últimas notícias

A forte chuva que atingiu Campo Grande na tarde desta sexta-feira (20) voltou a causar uma série de transtornos em diferentes regiões da Capital. Em menos de uma hora, o volume elevado de água provocou alagamentos em avenidas, bairros residenciais, quedas de árvores, falta de energia e longas filas de veículos.

Um dos pontos mais críticos foi registrado na Avenida Gunter Hans, principal acesso ao bairro Coophavila e saída para Sidrolândia. O trecho, especialmente em frente a um supermercado atacadista, ficou tomado pela água. Segundo testemunhas, formou-se uma fila de aproximadamente 100 veículos no sentido centro-bairro. Motoristas aguardavam o nível da água baixar para conseguir atravessar.

Alguns condutores tentaram retornar utilizando canteiros e calçadas para buscar rotas alternativas, mas o grande volume de carros impediu a fluidez do tráfego. Vários veículos ficaram ilhados e parcialmente submersos.

No Jardim Noroeste, moradores enfrentaram uma situação ainda mais grave. Em cerca de 40 minutos de chuva, a água invadiu residências. Uma moradora relatou que precisou colocar as crianças em cima da cama para evitar contato com a enxurrada. Segundo ela, o problema é recorrente e, a cada temporal, a casa volta a alagar. “Está um verdadeiro rio”, descreveu.

Já no Parque Novo Século, bastaram 15 minutos de chuva intensa para que a Rua Doutor Rudel Trindade ficasse completamente alagada. O episódio ocorreu um dia após moradores realizarem protesto cobrando melhorias na infraestrutura do bairro. Eles relatam que há mais de 20 anos enfrentam problemas de falta de manutenção, ausência de cascalhamento e nivelamento inadequado das vias. Quando chove, além do acúmulo de água, crateras ficam encobertas, aumentando o risco de acidentes.

Na Rua Demétrio Amaral, no Recanto dos Rouxinóis, moradores também ficaram ilhados. Segundo relatos, a enxurrada desce de bairros mais altos e, como não há sistema de drenagem eficiente, a água invade ruas e calçadas. Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais apontam que, em uma hora, foram registrados 36,2 milímetros de chuva na região do bairro Universitário. Em outro intervalo, entre 16h40 e 17h40, o acumulado foi de 36,6 milímetros.

A ponte sobre o Rio Anhanduí, na Rua Barnabé Honório da Silva, que liga os bairros Jardim Colorado e Jardim Pênfigo, também ficou alagada. Moradores estimam que a água tenha atingido cerca de um metro de altura, formando fila de aproximadamente um quilômetro de veículos. Apenas caminhões conseguiam atravessar com mais segurança.

Na Vila Nossa Senhora das Graças, uma árvore de grande porte caiu após se soltar pela raiz e atingiu a rede elétrica na Rua Maria Isabel Couto Ponte. A via ficou interditada, houve queda de energia e fios ficaram expostos, gerando risco para moradores.

Os transtornos ocorrem pelo segundo dia consecutivo de chuva intensa na Capital. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, Mato Grosso do Sul está sob dois alertas de tempestade. O aviso laranja, mais severo, é válido até as 23h59 de sábado (21) e prevê chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou até 100 milímetros por dia, com ventos de até 100 km/h e possibilidade de granizo. Já o alerta amarelo, de intensidade moderada, segue até o fim desta sexta-feira (20), com previsão de chuva de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h.

Há risco de cortes de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e danos estruturais. A orientação é evitar abrigo sob árvores durante rajadas de vento, não estacionar próximo a torres de transmissão e placas de propaganda, desligar aparelhos elétricos se possível e acionar a Defesa Civil pelo 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193 em caso de emergência.

O cenário reforça as dificuldades históricas de drenagem urbana em diferentes regiões da cidade, especialmente em bairros com infraestrutura precária, onde cada novo temporal transforma ruas em rios e impõe prejuízos a moradores e motoristas.

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