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Polícia apreende bebidas ilegais, cigarros contrabandeados e interdita açougue em Campo Grande

por | fev 20, 2026 | Últimas notícias

Conveniência vendia bebidas ilegais e mantinha açougue sem autorização — Foto: Decon

Uma operação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul resultou na apreensão de bebidas alcoólicas ilegais, cigarros contrabandeados e na interdição de um açougue que funcionava dentro de uma conveniência no Bairro Nova Lima, em Campo Grande. A fiscalização foi realizada na quinta-feira (19), na Rua Zulmira Borba.

A ação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo, com apoio do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) e da Perícia Científica.

Ligação com fábrica clandestina

Segundo a polícia, a fiscalização integra as investigações da Operação Metanol, que apura a produção e comercialização ilegal de bebidas alcoólicas no estado. Em novembro de 2025, uma fábrica clandestina foi interditada em Terenos.

Durante a vistoria na conveniência, os policiais confirmaram que o estabelecimento havia adquirido produtos da fábrica irregular. No local, foram encontradas 54 garrafas de vodca da marca Shirlok, com 900 ml cada, produzidas de forma clandestina.

Outras irregularidades

Além das bebidas, os agentes identificaram a venda de uísque, licor e cachaça sem comprovação fiscal, além de cigarros importados contrabandeados.

Na entrada do comércio, também havia bandejas com cortes de carne bovina expostos à venda sem a devida identificação sanitária. Os responsáveis não apresentaram alvará sanitário nem autorização do SIM para manipulação de alimentos.

Com o apoio dos fiscais municipais, o açougue foi inspecionado e interditado por más condições estruturais e falta de autorização para funcionamento. Aproximadamente 400 quilos de carne, considerados impróprios para consumo por terem sido manipulados de forma inadequada, foram apreendidos e descartados.

Os proprietários não estavam no local no momento da fiscalização e, por isso, não houve prisão em flagrante.

De acordo com a Polícia Civil, os responsáveis poderão responder por crimes contra as relações de consumo, com penas que variam de dois a cinco anos de detenção. Também podem ser enquadrados por descaminho, cuja pena é de um a quatro anos de reclusão, além de comercialização de produtos proibidos, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão.

As investigações seguem para apurar a responsabilidade dos envolvidos.

Com informações do G1/MS

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