A TV Globo exibirá na próxima quarta-feira (18), logo após o “BBB 26”, o especial musical “Pagonejo Bão”, comandado por Alexandre Pires. O projeto une pagode e sertanejo e integra uma estratégia mais ampla da emissora de ampliar o diálogo com o chamado Brasil conservador e com o público ligado ao universo sertanejo.
Gravado em São Paulo no fim de 2025, o especial revisita sucessos da carreira de Alexandre Pires e promove encontros com nomes de destaque da música brasileira, como Lauana Prado, Thiaguinho e a dupla Chitãozinho & Xororó. No repertório, estão canções como “Evidências”, “Depois do Prazer”, “Mineirinho” e “Pode Chorar”, em uma mistura de estilos que vem sendo chamada de “pagonejo”.
A exibição em horário estratégico — logo após o reality de maior audiência da emissora — é vista como parte do esforço para dar visibilidade ao projeto. Durante o programa, a apresentadora Tati Machado acompanha o show da plateia e mostra os bastidores, reforçando o clima de proximidade com o público.
Movimento mais amplo na programação
O especial não é uma iniciativa isolada. Nos últimos meses, a Globo tem ampliado sua presença no universo sertanejo em diferentes frentes da programação. A novela “Coração Acelerado” adotou a música sertaneja como eixo central da narrativa, explorando o ambiente de estrada, festivais e o romantismo popular.
A emissora também lançou o programa “Viver Sertanejo”, apresentado por Daniel, voltado ao público do interior, e colocou no ar o reality “Poderosas do Cerrado”, focado em mulheres do agronegócio.
O movimento ocorre após um período em que a emissora foi vista como distante desse segmento, especialmente em meio a tensões políticas e críticas vindas de parte do público mais conservador. O sertanejo, atualmente, figura entre os gêneros musicais mais consumidos no país, lidera plataformas digitais, reúne grandes públicos em shows e tem forte ligação com setores que movimentam bilhões na economia brasileira.
Nesse contexto, “Pagonejo Bão” funciona como vitrine dessa nova fase da Globo, ao combinar estilos musicais, apostar em artistas populares e ocupar espaço nobre na grade. Mais do que um especial musical, a iniciativa sinaliza uma estratégia de reconexão com um público que tem forte presença cultural e econômica no país.
As informações contidas neste texto são de responsabilidade da colunista e não expressam necessariamente a opinião do portal.







0 comentários