O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta última segunda-feira (9) que a recente variação do dólar não está relacionada à economia brasileira, mas ao comportamento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo Lula, a cotação da moeda norte-americana tem oscilado de acordo com o “humor” do líder americano.
A declaração foi feita durante uma cerimônia no Instituto Butantan, em São Paulo. Ao comentar a cotação do dólar, o presidente ironizou previsões de alta acentuada da moeda. “Eu fico me perguntando: ‘E o dólar que ia para R$ 7 e está em R$ 5,23?’ O dólar está oscilando porque depende do humor do Trump. Não depende de nós nem da seriedade da nossa economia”, afirmou.
Lula também aproveitou o discurso para criticar a política externa dos Estados Unidos, que, segundo ele, adota uma postura unilateral baseada na ideia de que países mais fortes podem impor sua vontade aos mais fracos. O presidente destacou que o Brasil não busca exercer supremacia regional, mas também não aceita ocupar uma posição de inferioridade no cenário internacional.
“O unilateralismo imposto pela teoria de que o mais forte pode tudo contra o mais fraco não nos interessa. Não quero ter supremacia sobre o Uruguai ou a Bolívia, mas também não quero ser menor do que os Estados Unidos ou a China. Não estamos escolhendo entre China e Estados Unidos, estamos escolhendo o que é melhor para o Brasil”, declarou.
Ao comentar as tensões comerciais entre os dois países, intensificadas após a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros em julho do ano passado, Lula ironizou a possibilidade de um confronto militar com os Estados Unidos. Em tom de brincadeira, disse que não faria sentido entrar em um conflito desse tipo.
“Não adianta ficar falando que tem o maior navio de guerra ou o maior submarino. Eu não quero briga com eles. Eu sou doido? Vai que eu brigo e eu ganho. O que eu vou fazer depois?”, afirmou.
Na mesma agenda, o presidente visitou o Instituto Butantan e anunciou investimentos de R$ 1,8 bilhão destinados à ampliação da infraestrutura e da capacidade de produção de vacinas e insumos biológicos no país.







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