Foto:Matthew Horwood/Getty Images
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga seis mortes por pancreatite que podem estar associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no Brasil.
Os casos envolvem produtos da classe dos agonistas do GLP-1, utilizados principalmente no tratamento de diabetes e obesidade. Entre os princípios ativos estão semaglutida, liraglutida, dulaglutida e tirzepatida.
Em nota, a Anvisa esclareceu que os registros são classificados como suspeitos e estão em avaliação técnica. A agência informou que ainda não é possível confirmar relação direta entre o uso dos medicamentos e os eventos relatados.
Dados do sistema VigiMed indicam 225 notificações suspeitas de pancreatite relacionadas a esses medicamentos. Deste total, 145 foram registradas entre janeiro de 2020 e dezembro de 2025 no sistema oficial de farmacovigilância. Quando incluídos dados de pesquisas clínicas, o total chega a 225 casos. Especialistas ressaltam que como a notificação de efeitos adversos não é obrigatória, o número real de casos pode ser maior.
O tema ganhou atenção internacional após autoridades sanitárias do Reino Unido emitirem alerta sobre risco de pancreatite em usuários da mesma classe de medicamentos. Apesar de os casos graves serem considerados raros, o alerta reforça a necessidade de monitoramento médico e atenção aos sintomas durante o tratamento.
A Anvisa lembra que a possibilidade de pancreatite já está prevista nas bulas desses medicamentos como efeito adverso conhecido. A agência reforça a importância da prescrição responsável, da avaliação individual de riscos e do acompanhamento contínuo dos pacientes durante o uso das canetas emagrecedoras.







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