A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a retirada de diversos produtos do mercado após identificar riscos à saúde, irregularidades sanitárias e propaganda enganosa. As medidas, publicadas no Diário Oficial da União, atingem alimentos, suplementos alimentares e itens utilizados na confeitaria.
Entre os produtos proibidos está o chamado “Café de Açaí”, da marca Du Brasil, comercializado como suplemento. A Anvisa apontou a presença de ingrediente não autorizado, ausência de notificação sanitária obrigatória, origem desconhecida e armazenamento inadequado. O produto também fazia alegações terapêuticas ilegais, prometendo tratar doenças como diabetes e fibromialgia, o que levou à proibição total de fabricação, venda, distribuição, importação, propaganda e uso.
A fiscalização alcançou ainda suplementos vendidos com promessas sem respaldo científico. O Glicojax foi suspenso por anunciar benefícios no controle da glicose e no tratamento do diabetes. Já o Durasil, comercializado em gotas, alegava aliviar dores e melhorar a função erétil. Segundo a agência, ambos não possuem fabricante identificado e continuavam sendo vendidos em plataformas digitais.
Itens de confeitaria também entraram na lista. Glitters da marca MAGO, divulgados como comestíveis, apresentaram em sua composição plásticos, resinas e pigmentos de origem desconhecida. Diante do risco à saúde, a Anvisa determinou a suspensão e o recolhimento de todos os lotes.
No segmento de alimentos, foi retirado de circulação um lote de azeite de oliva extravirgem da marca Campo Ourique, identificado como 288/04/2024. A decisão se baseou em falhas de rotulagem, ausência de comprovação de origem e resultados insatisfatórios em análises laboratoriais oficiais.
A agência também decretou a interdição cautelar do leite condensado semidesnatado da marca La Vaquita, após reprovação em teste microbiológico que detectou níveis elevados de Estafilococos Coagulase Positiva, bactéria associada a quadros de intoxicação alimentar. O produto foi atribuído à empresa Apti Alimentos, que afirmou não reconhecer o item como parte de seu portfólio.
A Anvisa orienta que consumidores não utilizem produtos suspensos ou interditados e reforça o alerta contra rótulos com promessas de cura ou tratamento. Segundo a agência, alimentos e suplementos não substituem acompanhamento médico e devem ser consumidos apenas quando devidamente regularizados.







0 comentários