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Temporal em MS já passa da média do mês em apenas quatro dias

por | fev 5, 2026 | Últimas notícias

O Mato Grosso do Sul enfrenta, desde o último domingo (1º), um período de chuvas intensas acompanhadas de raios e ventos fortes. Em apenas quatro dias, municípios do estado já registraram volumes de precipitação superiores à média esperada para todo o mês de fevereiro, provocando alagamentos, transbordamento de rios, destruição de pontes e prejuízos à população urbana e rural.

Dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) apontam que os maiores acumulados foram registrados nas regiões centro-norte, leste e oeste do estado. São Gabriel do Oeste lidera o ranking, com 417 milímetros de chuva entre os dias 1º e 4 de fevereiro. Em seguida aparecem Corguinho, com 390 mm, e Coxim, com 201 mm.

Também registraram volumes elevados Camapuã (187 mm), Campo Grande (184 mm), Bandeirantes (180 mm), Aquidauana (175 mm), Bodoquena (161 mm), Rochedo (147 mm), Rio Brilhante (124 mm), Porto Murtinho (119 mm), Dois Irmãos do Buriti (109 mm), Ribas do Rio Pardo (109 mm), Paraíso das Águas (107 mm) e Figueirão (105 mm).

Na capital, Campo Grande, o acumulado de chuva já corresponde a 56% do volume médio esperado para todo o mês de fevereiro. Em Camapuã, as precipitações registradas entre os dias 1º e 3 já alcançaram 74% da média mensal.

Especialistas explicam que, apesar de janeiro ser historicamente o mês mais chuvoso em Campo Grande, fevereiro costuma aparecer como o terceiro mês com maiores volumes de chuva. O cenário atual é influenciado por sistemas meteorológicos típicos desta época do ano, como a presença de uma área de baixa pressão atmosférica sobre o Paraguai, que favorece a formação de nuvens carregadas, a atuação do Jato de Baixos Níveis, responsável por transportar ar quente e úmido para o estado, além do solo e da atmosfera já bastante úmidos após semanas de instabilidade.

A situação é considerada crítica em municípios como Corguinho e São Gabriel do Oeste. Em Corguinho, choveu nos três primeiros dias do mês mais do que o esperado para todo fevereiro. Diante dos estragos, o prefeito Márcio Novaes Pereira decretou situação de emergência em todo o município. Segundo a Defesa Civil, o volume próximo de 400 milímetros causou danos significativos, principalmente na zona rural.

O rio Taboco, que dá nome ao distrito da cidade, transbordou, alagou residências, destruiu pontes e comprometeu estradas rurais e a rodovia MS-352. Em um dos pontos da região do Taboco, a força da correnteza chegou a arrastar uma ponte inteira, deixando moradores isolados.

Em Coxim, o rio Taquari atingiu a cota de inundação e passou a ameaçar moradores de áreas ribeirinhas, aumentando o alerta das autoridades locais. Outras cidades também registraram alagamentos e prejuízos à infraestrutura.

A Defesa Civil estadual e os órgãos municipais seguem em alerta e orientam que a população, especialmente moradores de áreas de risco, acompanhe os avisos meteorológicos, evite atravessar regiões alagadas e siga as recomendações das autoridades. A previsão indica que o tempo ainda inspira cuidados nos próximos dias.

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