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Usuários de Mounjaro, Ozempic e Wegovy têm risco de pancreatite? Veja o que se sabe

por | fev 3, 2026 | Últimas notícias

A Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde do Reino Unido (MHRA), órgão equivalente à Anvisa no Brasil, emitiu um alerta sobre o risco raro de pancreatite aguda grave associado ao uso de medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 e/ou GIP. Nesse grupo estão a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, e a semaglutida, presente no Ozempic e no Wegovy.

Segundo a MHRA, a pancreatite aguda já é um efeito colateral conhecido desses medicamentos, embora considerado infrequente. Em situações extremamente raras, as complicações podem ser graves, incluindo pancreatite necrosante e até casos fatais. O principal sintoma é dor abdominal intensa e persistente, que pode irradiar para as costas e vir acompanhada de náuseas e vômitos.

A agência destaca que o diagnóstico da pancreatite pode ser dificultado nos estágios iniciais, já que sintomas como dor abdominal, náuseas e vômitos também são comuns como efeitos gastrointestinais do próprio tratamento com GLP-1 ou GLP-1/GIP, além de poderem ser confundidos com infecções ou outros quadros clínicos.

Apesar do alerta, a MHRA reforça que as canetas injetáveis são consideradas seguras e eficazes dentro das indicações aprovadas. A semaglutida e a tirzepatida são indicadas para o tratamento do diabetes tipo 2, da obesidade e do sobrepeso associado a comorbidades, mas, como qualquer medicamento, não estão livres de riscos.

A recomendação do órgão regulador é que pacientes que utilizam esses medicamentos fiquem atentos aos sinais de pancreatite grave e procurem atendimento médico imediato caso apresentem os sintomas. Em situações de suspeita, o uso do medicamento deve ser interrompido.

No Reino Unido, entre 2007 e outubro de 2025, a MHRA recebeu 1.296 notificações de pancreatite associadas ao uso desses fármacos. Desses casos, 19 evoluíram para óbito e 24 foram classificados como pancreatite necrosante. Um estudo recente da University College London estima que cerca de 1,6 milhão de adultos na Inglaterra, País de Gales e Escócia utilizaram semaglutida e tirzepatida entre o início de 2024 e o começo de 2025 com o objetivo de perda de peso.

O alerta reacende o debate sobre o uso crescente dessas medicações e a importância do acompanhamento médico durante o tratamento.

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