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Casa da Criança prometida após morte de Sophia segue sem sair do papel em MS

por | jan 27, 2026 | Últimas notícias

Três anos após a morte de Sophia Ocampo, assassinada aos dois anos e sete meses pela mãe e pelo padrasto em Campo Grande, a principal resposta anunciada pelo poder público segue sem execução. O projeto da Casa da Criança, anunciado em 2023 como símbolo de fortalecimento da rede de proteção à infância, ainda não teve as obras iniciadas.

O caso expôs falhas graves do sistema de proteção. Sophia foi atendida mais de 30 vezes na mesma unidade de saúde, sempre com indícios de violência, sem que medidas efetivas fossem adotadas. Em 26 de janeiro de 2023, ela chegou ao local já sem vida, provocando comoção em todo o estado.

Em março daquele ano, o governo estadual anunciou a criação da Casa da Criança, uma delegacia especializada de proteção à criança e ao adolescente com atendimento 24 horas, que funcionaria em frente à Casa da Mulher Brasileira. A proposta previa um espaço integrado para reunir Polícia Civil, Conselho Tutelar, Ministério Público, Tribunal de Justiça, Defensoria Pública e o Instituto de Medicina e Odontologia Legal.

Passados três anos, o terreno destinado à obra permanece vazio. Em agosto de 2025, o secretário de Justiça e Segurança Pública, Carlos Videira, afirmou que a unidade seria entregue em 2026, mas até agora não há cronograma nem data para o início da construção.

A Secretaria de Justiça e Segurança Pública informou que os prazos dependem da Secretaria de Infraestrutura e Logística. Já a Seilog declarou que o projeto está sob análise técnica da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos e que, após ajustes e definição da planilha orçamentária, seguirá para licitação.

Inicialmente orçada em R$ 7 milhões, a Casa da Criança agora está estimada em R$ 10 milhões. Enquanto o projeto permanece no papel, o crime que motivou sua criação já teve desfecho judicial. A mãe de Sophia, Stephanie de Jesus, e o padrasto, Christian Campoçano Leithem, foram condenados a 52 anos de prisão. Christian recebeu 32 anos por homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável, e Stephanie, 20 anos por homicídio qualificado e homicídio doloso por omissão.

O caso Sophia segue como marco doloroso e como cobrança permanente por ações concretas para evitar que falhas semelhantes se repitam.

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