O Ministério da Educação vai realizar uma pesquisa nacional no primeiro semestre de 2026 para avaliar os impactos da lei federal que restringiu o uso de celulares nas escolas. A legislação completou um ano de vigência e tem como objetivo reduzir distrações, aumentar o engajamento dos estudantes e coibir o uso inadequado de dispositivos eletrônicos no ambiente escolar.
Segundo o MEC, o estudo irá analisar como a norma vem sendo aplicada nos diferentes sistemas de ensino e quais efeitos tem produzido na rotina das escolas. O ministro da Educação, Camilo Santana, afirma que a medida tem sido positiva e alerta para os riscos do uso excessivo de telas, destacando que o Brasil está entre os países onde as pessoas passam mais tempo em frente a dispositivos eletrônicos, o que pode causar ansiedade, déficit de atenção e outros transtornos em crianças e adolescentes.
A lei foi criada em meio a preocupações crescentes sobre concentração e aprendizado. Dados do Pisa 2022 mostram que 80% dos estudantes brasileiros relataram distração nas aulas de matemática por causa do celular. Relatos de alunos, pais e professores apontam melhora na atenção, na interação social e na participação em sala de aula após a restrição.
Especialistas ressaltam que, apesar da proibição em sala, o celular pode ser um aliado pedagógico quando usado de forma orientada. Para apoiar a implementação da norma, o MEC disponibilizou guias práticos, planos de aula e materiais de conscientização sobre o uso responsável da tecnologia.






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