O Governo de Mato Grosso do Sul confirmou a empresa que irá assumir a Parceria Público-Privada do Hospital Regional de Mato Grosso do Sul. O resultado da licitação foi publicado no Diário Oficial do Estado, encerrando a fase licitatória do projeto.
A vencedora foi a Construcap S.A., que apresentou a proposta mais vantajosa, no valor de R$ 15.909.279 como contraprestação mensal. Após o leilão, a empresa apresentou toda a documentação exigida e foi habilitada pela Comissão de Licitação, sem registro de recursos administrativos.
O desempenho da concessionária será acompanhado por indicadores de qualidade e satisfação, que influenciam diretamente no valor da contraprestação. O projeto da PPP, idealizado pelo Escritório de Parcerias Estratégicas, prevê a construção de novos blocos, reforma das estruturas existentes e aquisição de equipamentos médico-hospitalares, mobiliário e insumos para o complexo hospitalar.
A Construcap ficará responsável pela gestão de serviços não assistenciais, como recepção, limpeza, vigilância, lavanderia, manutenção predial, engenharia clínica, nutrição, logística, farmácia, transporte, gases medicinais, entre outros apoios operacionais. A gestão assistencial seguirá sob responsabilidade do Estado, com atendimento 100% gratuito pelo SUS.
Por meio da subsidiária Inova Saúde, a Construcap já administra três hospitais em São Paulo em regime de PPP. O contrato em Mato Grosso do Sul prevê investimento total de R$ 7,3 bilhões em custos operacionais ao longo de 30 anos, além de R$ 966 milhões em investimentos de capital para ampliação, reformas e modernização tecnológica.
Com a parceria, a capacidade do hospital será ampliada em 60%, com oferta de 577 leitos. O número de atendimentos anuais passará de 30 mil para 42 mil, enquanto as internações mensais devem crescer 97%, saindo de 1,4 mil para 2.760 pacientes.
A partir da publicação, a Construcap terá 60 dias para cumprir as exigências prévias à assinatura do contrato. As obras de expansão devem ser concluídas em dois anos, e as reformas das estruturas atuais em até quatro anos.







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