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Trump convoca petrolíferas para discutir retomada do petróleo venezuelano

por | jan 7, 2026 | Últimas notícias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deve se reunir com executivos de empresas petrolíferas na Casa Branca nesta semana para discutir estratégias de reativação do setor de petróleo da Venezuela, segundo fontes ouvidas pela Reuters. A reunião deve ocorrer na sexta-feira, dia 9, embora a Casa Branca ainda não tenha confirmado oficialmente o encontro nem divulgado os participantes.

A ampliação da produção venezuelana é considerada prioridade pelo governo Trump após a prisão do presidente Nicolás Maduro por forças norte-americanas durante uma operação em Caracas. A Venezuela possui as maiores reservas de petróleo do mundo, mas viu sua produção despencar de mais de 3 milhões de barris por dia, há cerca de duas décadas, para menos de 1 milhão, em razão da falta de investimentos e da deterioração da infraestrutura.

Autoridades do governo norte-americano afirmam que é possível acelerar a recuperação do setor com a adoção de novos equipamentos e tecnologias, contrariando avaliações do mercado que apontam a necessidade de anos e bilhões de dólares em investimentos. Atualmente, a Chevron é a única grande petrolífera dos Estados Unidos com operações no país. Exxon Mobil e ConocoPhillips deixaram a Venezuela após a nacionalização de projetos durante o governo de Hugo Chávez e não comentaram sobre um possível retorno.

O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, afirmou que a suspensão de sanções poderia permitir o acesso da Venezuela a equipamentos essenciais, viabilizando um aumento rápido da produção. Trump também declarou que empresas americanas poderiam expandir suas atividades no país em menos de 18 meses, com eventual apoio financeiro do governo, e que o aumento da oferta ajudaria a reduzir os custos de energia para os consumidores dos Estados Unidos.

Analistas, no entanto, mantêm cautela. Eles destacam que a infraestrutura degradada e o alto custo de desenvolvimento do petróleo pesado venezuelano dificultam uma recuperação acelerada, especialmente em um cenário de preços globais em torno de 60 dólares por barril. Especialistas do Goldman Sachs estimam que, no curto prazo, o aumento da produção dificilmente superaria 400 mil barris por dia e que níveis mais elevados só seriam alcançados no fim da década, com forte apoio do governo norte-americano.

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